"Vinho barato pode ser bom, mas não excepcional", diz Ronnie Von
Cantor, apresentador e enólogo, Ronnie Von é apaixonado por vinhos. Aos 67 anos, ele conta que sempre foi um grande apreciador da bebida, mas já teve dificuldade em experimentar as marcas populares. Hoje, ainda acredita que sabor e preço andam lado a lado, mas nem por isso deixa de elogiar algumas garrafas baratas. “Claro que a complexidade e raridade de um vinho são proporcionais ao preço dele. Um vinho barato pode ser bom, mas não excepcional porque existe um custo monumental por trás da produção”.
A curiosidade pela bebida começou quando ele ainda era jovem e ganhava algumas marcas que seu pai trazia da França. “Os primeiros vinhos que tomei na vida eram muito caros. Eu tomava como se fosse groselha e guaraná. Hoje eu compraria um carro com eles. A partir disso, tive que fazer uma readaptação porque qualquer vinho pra mim era ruim”, disse.
O espaço para as safras populares surgiu com o tempo. Tanto que, recentemente, Ronnie provou o vinho espanhol Toro Loco, que chegou ao Brasil por R$ 25 e foi eleito o segundo melhor do mundo na Competição Internacional de Vinhos e Destilados do Reino Unido.
“É um vinho muito legal. Hoje dá para experimentar vinhos bons e jovens. Tanto que existe um tipo de degustação com sommeliers do mundo inteiro que tomam os vinhos jovens e dão pontuações maravilhosas”, disse.
Questionado sobre o preço limite que pagaria em uma garrafa, Ronnie disse que, acima de US$ 100 já é caro para ele. “Existem vinhos de US$ 20 mil, US$ 14 mil. Um amigo me deu de presente e eu nem abro de medo. Prefiro comprar um carro! Embora tenha muitos vinhos em casa, essas coisas me dão um pouco de susto”.
Sem citar marcas, o apresentador ainda elogiou alguns tipos de vinhos fabricados na América Latina, como o argentino, uruguaio e chileno. Além disso, não poupou elogios ao espumante brasileiro. “Não é porque sou brasileiro, mas o melhor que já tomei é daqui”.