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Após queda em ranking, restaurante de Atala tem movimento habitual

Favorito para a primeira posição entre os 50 melhores do mundo, o restaurante de Alex Atala ficou em 6º lugar, mas teve uma noite com mais da metade da casa cheia

29 abr 2013 22h20
| atualizado às 22h24
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No dia em que o D.O.M. foi "rebaixado" a sexto melhor restaurante do mundo, segundo lista divulgada pela revista inglesa Restaurant - em 2012 ele ficou na quarta posição -, o movimento do estabelecimento de Alex Atala foi como o habitual para uma segunda-feira, com mais da metade da casa cheia, que comporta cerca de 50 pessoas.

Favorito para a primeira posição, o restaurante de Alex Atala foi escolhido nesta segunda como o 6º melhor do mundo, na premiação considerada o “Oscar” da gastronomia, que destacou os 50 melhores. O Maní, de Helena Rizzo, também integrou a lista.

<p>Funcionários postaram foto no Instagram durante a divulgação da lista</p>
Funcionários postaram foto no Instagram durante a divulgação da lista
Foto: Reprodução/Instagram

Por volta das 16h, a rua Barão de Capanema, nos jardins, onde fica o D.O.M., estava praticamente deserta. Os funcionários do restaurante se reuniram no Dalva e Dito, também de Alex Atala, que fica a uma quadra dali. Mistura de tensão e monotonia dominava o local. Segundo a assessoria de imprensa do D.O.M., o grupo assistiu à transmissão do evento pelo Terra.

O esperado por editores de gastronomia e chefs não aconteceu: o D.O.M. não ficou na primeira posição e ainda foi rebaixado em relação à colocação do ano anterior, passou de quarto para sexto colocado. Mas o resultado não deixou de ser motivo de alegria para a equipe que compartilhou os momentos nas redes sociais.

"Não é demérito ficar em 6º. Os cinco primeiros são excelentes restaurantes. É muito difícil dizer qual é melhor. Estar entre os 10 primeiros do mundo é muito representativo, não é para qualquer um", disse o médico - apaixonado por gastronomia - Luiz Kimura que decidiu apreciar o cardápio de Atala nesta segunda.

Foi o prêmio que atraiu o venezuelano Álvaro Cardenas ao restaurante esta noite. "Viemos pelas críticas boas e pela premiação que aconteceu hoje" , contou sobre sua estreia no menu degustação de Atala, que inclui variedade e quantidades diferentes de pratos.

Perto das 19h, pouco antes do restaurante abrir, funcionários se reuniram em frente à entrada para conversar sobre a premiação
Perto das 19h, pouco antes do restaurante abrir, funcionários se reuniram em frente à entrada para conversar sobre a premiação
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Já Kimura, que frequenta a casa desde a inauguração, conhece os funcionários e passou de cliente para a lista de amigos de Atala. O que fez dele um cliente fiel foi o modo como a casa trabalha com a inovação e os ingredientes nacionais, disse. Para Kimura, o arroz com feijão do D.O.M. é especial, de "qualidade técnica superior".

Um cliente que não quis se identificar escolheu a noite da premiação para voltar ao D.O.M., depois de anos sem apreciar os pratos do estabelecimento. "Soube do prêmio e fui convidado. Da última vez que eu vim, gostei muito", disse. Em geral, a dinâmica na porta do restaurante funciona da seguinte forma: os clientes – grande parte estrangeiros e especialistas em gastronomia - fazem reserva, estacionam o carro em frente ao serviço de vallet e seguem ansiosos para o jantar.  

Da fome à qualidade dos alimentos

O sociólogo Carlos Alberto Dória estava entre os especialistas em gastronomia que acreditavam na primeira colocação do D.O.M, mas, segundo ele, fazer parte da lista “significa muito para o mundo da gastronomia”. Dória refez a trajetória da culinária brasileira nos últimos 30 anos, que passou “da discussão sobre a fome, para a discussão sobre a qualidade do que se come”, o ponto que marca esta transformação de cenário é datado em 1960, com a criação de veículos com foco em estabelecer o critério de qualidade de onde se come.

“Em 1970, começa a vinda dos franceses e da nouvelle cuisine, quando aparece a figura do chef. Antes existia apenas os donos do restaurante”, contou. O incentivo ao uso de ingredientes nacionais estabelece a gastronomia policêntrica, não mais concentrada apenas na França, segundo ele.

Para Dória, países como Brasil e Peru se destacam pelo peso da Amazônia na mídia e curiosidade que despertam nos EUA e Europa, quanto a novidades na culinária. “Não é à toa que Atala busca ingredientes na Amazônia”, argumentou.  O sociólogo acredita que com os eventos mundiais que terão como palco o Brasil – Olímpiadas e Copa do Mundo – a tendência é que os chefs nacionais consigam mais destaque nos próximos anos.

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Fonte: Terra
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