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Culinária japonesa: saiba as respostas para as dúvidas mais comuns

Saiba mais sobre a culinária japonesa e aproveite para saborear suas delícias!

15 mai 2019
16h20
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Amada por uns, odiada por outros, a culinária japonesa sempre é motivo de dúvidas. Aquele sushi é mesmo mais leve do que um arroz com feijão? As gestantes podem comer? Será que só as mulheres se beneficiam com esse tipo de alimentação? Consultamos a nutricionista Robena Molinari para tirar as dúvidas mais comuns. Confira e aproveite para saborear essa delícia com tranquilidade!

Apenas mulheres se beneficiam da culinária japonesa?

Não. Os benefícios também são sentidos pelos homens. "Mas não deixa de ser verdade que as isoflavonas, contidas nos alimentos feitos à base de extrato de soja, como o tofu e o missoshiro, são especialmente importantes para as mulheres", completa a nutricionista Robena Molinari. Isso porque a substância tem ação similar ao hormônio estradiol, que regula uma série de funções hormonais femininas.

É verdade que não engorda?

Ao contrário do que muitos pensam, essa culinária deve ser consumida com moderação para não engordar. "É uma comida que contém muita proteína vinda do peixe e, consequentemente, gordura. O sashimi de salmão (150g), por exemplo, tem 316,5 calorias. O arroz do sushi também é bem calórico por conter açúcar. São carboidratos de rápida absorção e, por estimularem a insulina, engordam quando ingerido sem excesso", descreve a nutricionista.

É proibida para gestantes?

Devido ao risco de contaminação, por ser uma alimentação crua e mais manipulada, não é recomendada para mulheres grávidas, assim como qualquer alimento cru.

Combate o envelhecimento?

A culinária japonesa é bastante saudável e rica em antioxidantes distribuídos em alimentos que diminuem o envelhecimento, combatem os radicais livres, reduzem o risco de doenças crônicas e, assim, aumentam a longevidade. O peixe, por exemplo, tem proteína com gordura boa, o ômega 3. É rica também em produtos feitos a partir da soja, que reduzem os níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue, evitando a formação de placas de gordura nas artérias. Mas atenção: a comida japonesa consumida no Brasil nem sempre se assemelha à do Japão, ou seja, pode ser nutricionalmente desequilibrada e até prejudicar a saúde.

Sushi e temaki são ricos em cálcio?

Sim, de fato, as algas que envolvem os sushis e os temakis são ricas em cálcio, o que os torna uma ótima fonte desse nutriente. Por outro lado, são pobres em ferro, por exemplo. Então, a alimentação precisa ser complementada com outros pratos.

Missô (pasta de soja) melhora a elasticidade da pele e combate os efeitos nocivos da radiação?

Por contribuir com a formação de colágeno e na hidratação, o missô combate os efeitos nocivos da radiação ultravioleta e age como um fotoprotetor. Mas isso não dispensa o uso do filtro solar!

Sacia sem pesar no estômago?

A culinária japonesa é uma alimentação mais leve quando consumidos apenas os alimentos crus ou cozidos e as algas, que promovem maior saciedade. "Para manter essa sensação, procure consumir vegetais como nirá, espetinhos grelhados e shitakes grelhados. E evite grandes quantidades de sushis e alimentos fritos", orienta Robena.

Wasabi ajuda na digestão?

Além de ser uma ótima e indispensável combinação com peixes crus, a raiz forte (wasabi) ajuda no processo digestivo e é altamente bactericida. Ele é rico em potássio, cálcio, magnésio e fósforo, assim como óleos voláteis e, por isso, oferece benefícios à saúde, por apresentarem propriedades antibióticas.

Hipertensos devem evitar shoyu?

Os molhos à base de soja (shoyu) contêm altas quantidades de sódio e podem contribuir para o aumento da pressão sanguínea, ácido úrico e retenção de líquido, que incha e inflama. Os hipertensos devem optar pelo molho shoyu light com moderação.

COLABORAÇÃO: Robena Molinari/Nutricionista

Guia da Cozinha
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