Diversidade gastronômica marca o São João na Paraíba
Nem só de comidas típicas vive o Maior São João do Mundo de Campina Grande, na Paraíba. Embora nas barracas e nos pavilhões seja possível degustar tradicionais iguarias da culinária nordestina, como baião de dois, arrumadinho, dobradinha, cuscuz e carne de sol com queijo de coalho, os forrozeiros também encontram comidas que chamam a atenção, por serem novidade ou por não fazerem parte da sua alimentação diária.
É assim com o Bolo Doido, ideia que o cozinheiro da Marinha Mitchel Giuliano trouxe do Rio de Janeiro para os festejos juninos e que tem feito muito sucesso. Apesar do nome, não tem nada de bolo, mas se trata de calabresa, carne, frango, farofa, cebola, ovos de codorna e molho. "O Bolo Doido de trata de um churrasco diferente e tem o nome porque, assim como um bolo, é feito com a mistura de todos os ingredientes", explicou Mitchel, que pretende inclusive levar a ideia adiante e continuar vendendo o produto mesmo depois do São João.
A diversidade do Maior São João do Mundo também está presente em barracas como a "Frida e Tacos", especializada em comidas mexicanas. A iniciativa foi de Luciana Costa, que, entre 2001 e 2004, trabalhou nos Estados Unidos em uma rede de comida mexicana. Entre os pratos oferecidos no cardápio estão os burritos, os quesadillos e os nachos, que utilizam ingredientes típicos do México como a tortilha, guacamole - creme feito de abacate com pimenta-, creme baja e molho de pimenta jalapeño. Apesar de a comida mexicana utilizar bastante pimenta, o que não é uma tradição entre os campinenses, Luciana disse que costuma servi-la separadamente. O nome da barraca, explica ela, é uma homenagem à pintora mexicana Frida Kahlo, de quem há varias fotos no local, e aos Tacos, massa mexicana que serve de base para a maioria dos pratos servidos no local.
Percorrendo outras barracas e pavilhões do Parque, ainda é possível encontrar a Al Farah, especializada na culinária árabe. Ahmad Ramadan, filho de uma brasileira, nascida em Campina Grande, com um árabe, trabalhou com turismo na Jordânia e percebeu que os brasileiros gostavam muito da comida local. Há dois meses, ao chegar na cidade, teve a ideia de abrir o Al Farah durante o Maior São João do Mundo. O quibe é o produto mais procurado, informa Ahmad, acrescentando que todos os temperos utilizados são originais.
Ao lado da comida árabe, os forrozeiros podem ir ao Japa, especializado, como o próprio nome já diz, em comida japonesa. E quem explica o sucesso do local é o pernambucano e sushiman Cecéu: "temos uma clientela grande porque já trabalhei em outros restaurantes da cidade e sei que as pessoas daqui gostam de comida japonesa".