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Nem todo afeto é toque: Luísa Sonza acende debate sobre limites físicos

Cantora Luísa Sonza gera reflexão sobre linguagens do amor e como a barreira ao contato físico pode ser um mecanismo de proteção emocional

5 fev 2026 - 19h23
(atualizado às 19h26)
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Ao declarar nas redes sociais que não se sente confortável com abraços frequentes — especialmente em ambientes profissionais ou com conhecidos do cotidiano —, a cantora Luísa Sonza levantou um debate necessário sobre fronteiras pessoais. A fala da artista joga luz sobre um tabu social: a ideia equivocada de que a ausência de contato físico equivale à falta de carinho ou à arrogância.

Desabafo de Luísa Sonza traz reflexão sobre formas de demonstrar afeto
Desabafo de Luísa Sonza traz reflexão sobre formas de demonstrar afeto
Foto: Reprodução / Bons Fluidos

Para Renata Fornari, especialista em autodesenvolvimento, o cerne da questão é entender que cada indivíduo possui um "canal" diferente para se vincular. "Existem cinco linguagens do amor, e o toque físico é apenas uma delas. Quando a linguagem afetiva de uma pessoa não é o toque, o excesso pode gerar incômodo, não por falta de carinho, mas porque aquela não é a forma natural dela se vincular", esclarece a especialista.

Luísa Sonza e a  "Máscara da Fria" como proteção

Renata aponta que, muitas vezes, a aversão ao toque pode ser um reflexo da Armadura da Autossuficiente. De acordo com ela, o que parece desinteresse pode ser, na verdade, um mecanismo de defesa. "Dentro dessa armadura existe a máscara da Fria. Não é frieza real, é proteção. Muitas mulheres aprenderam cedo que se abrir emocionalmente podia machucar. Então o corpo fecha. Não porque não sente, mas porque sentiu demais em algum momento da vida", analisa.

Por fim, o posicionamento de Luísa Sonza convida a uma reflexão mais profunda sobre o respeito à individualidade. Compreender que o afeto pode ser expresso por meio de palavras, lealdade ou presença silenciosa é fundamental para relações mais saudáveis. "Ninguém é frio de verdade. Todos temos necessidade de amor e carinho. Quando entendemos isso, deixamos de interpretar o comportamento do outro como rejeição pessoal", conclui Fornari.

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