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Ginkgo Biloba: conheça os benefícios da planta medicinal para a saúde

Usado há séculos, o Ginkgo biloba é estudado por seus efeitos na circulação e na função cognitiva - mas exige cuidado e orientação

1 fev 2026 - 08h22
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Poucas plantas ganharam tanta fama no Ocidente quanto o Ginkgo biloba. Usado há séculos em práticas tradicionais asiáticas, ele passou a circular com força em farmácias, lojas naturais e redes sociais por uma promessa sedutora: apoiar a memória, a concentração e a circulação.

Ginkgo biloba pode ajudar na memória e na circulação, mas não é isento de riscos; entenda benefícios e cuidados no uso
Ginkgo biloba pode ajudar na memória e na circulação, mas não é isento de riscos; entenda benefícios e cuidados no uso
Foto: Reprodução: Hulldude30/Getty Images Signature / Bons Fluidos

De origem chinesa, o ginkgo vem de uma árvore considerada uma das mais antigas do planeta - muitas vezes descrita como um "fóssil vivo". Na rotina atual, suas folhas são a parte mais usada, transformadas em chás, cápsulas e, principalmente, em extratos padronizados (uma forma mais controlada e estudada em pesquisas).

Mas, apesar do interesse científico crescente, é importante colocar os pés no chão: as evidências sobre seus efeitos variam bastante. Em outras palavras, ele pode ser um recurso complementar em alguns casos, mas não substitui acompanhamento médico nem tratamentos já estabelecidos.

Por que o Ginkgo biloba chama tanta atenção?

A associação mais comum da planta é com circulação sanguínea. Isso acontece porque ela reúne compostos como flavonoides e terpenoides, que vêm sendo estudados por efeitos que podem favorecer o fluxo de sangue, especialmente em regiões periféricas e no cérebro. De forma simplificada, pesquisadores investigam se o ginkgo pode:

  • Ajudar na vasodilatação (relaxamento dos vasos);
  • Influenciar a agregação das plaquetas (o "grudar" do sangue, ligado à coagulação);
  • Atuar no combate ao estresse oxidativo, graças ao potencial antioxidante.

Esse conjunto de mecanismos ajuda a entender por que o ginkgo aparece com frequência em discussões sobre mente, coração e longevidade celular.

Ginkgo biloba para memória e concentração: funciona mesmo?

Esse é o ponto mais conhecido e também o mais controverso. A ideia por trás do uso para funções cognitivas é que, ao melhorar a circulação cerebral, haveria um suporte maior ao aporte de oxigênio e nutrientes para os neurônios. Em teoria, isso poderia favorecer desempenho mental em situações específicas, como: lapsos leves de memória ligados ao envelhecimento; dificuldade sutil de atenção e foco; sensação de "lentidão" no raciocínio em algumas pessoas.

O problema é que os estudos clínicos não são totalmente consistentes. Há pesquisas que indicam melhora discreta em sintomas como atenção reduzida e desorientação leve, enquanto outras não observam diferença relevante em comparação ao placebo. Ainda assim, por ser uma das plantas mais investigadas quando o assunto é cognição, o ginkgo segue sendo estudado como coadjuvante em quadros como declínio cognitivo leve e, em alguns contextos, zumbido com possível relação vascular.

Como o Ginkgo biloba age no organismo?

As substâncias mais estudadas no ginkgo são: flavonoides (associados à ação antioxidante); terpenoides como ginkgolídeos e bilobalídeos (associados a efeitos circulatórios e neuroprotetores).

De modo geral, o interesse científico se concentra em quatro possíveis frentes: melhora do fluxo sanguíneo em vasos menores e capilares; proteção contra radicais livres (estresse oxidativo); interferência em mecanismos ligados à coagulação; possível modulação de processos no sistema nervoso. Esses mecanismos explicam por que ele é tão citado em temas como envelhecimento saudável, foco e circulação.

Atenção: quando o Ginkgo biloba exige cuidado extra

Apesar da fama de "natural", o ginkgo não é isento de riscos. Como ele pode interferir na agregação plaquetária, existe a preocupação com aumento do risco de sangramento, principalmente para quem usa: anticoagulantes; antiagregantes plaquetários; alguns anti-inflamatórios. Também podem ocorrer efeitos como dor de cabeça, desconforto gastrointestinal e reações alérgicas em pessoas sensíveis. 

A recomendação mais segura é simples: antes de iniciar cápsulas, extratos ou chá com frequência, vale conversar com um profissional de saúde para avaliar indicação, dose e possíveis interações.

No fim, vale a pena?

O Ginkgo biloba segue como uma das plantas medicinais mais estudadas quando o assunto é circulação e cognição. Ele pode fazer sentido em contextos específicos, especialmente como parte de um plano mais amplo de saúde - que inclua sono, alimentação, movimento e acompanhamento adequado. A melhor forma de usar esse recurso é com realismo: ele não é "milagre engarrafado", mas pode ser um apoio interessante para algumas pessoas, quando bem indicado e com responsabilidade.

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