Guia real: como lidar com o TDAH na rotina da faculdade
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição do neurodesenvolvimento. Ele afeta a atenção, a organização e também a impulsividade.
Segundo a Dra. Gianny Cesconetto, pediatra médica de adolescentes e psicoterapeuta, os sintomas aparecem na infância. Mas eles se tornam muito mais visíveis diante das múltiplas demandas universitárias.
Se você se sente perdida entre prazos e leituras, calma. Você não está sozinha nessa jornada acadêmica.
1."Paralisia do TDAH" e procrastinação real
Muitas pessoas acham que a procrastinação é apenas preguiça. No TDAH, o nome técnico é disfunção executiva.
O cérebro tem uma dificuldade real em priorizar tarefas. Você olha para a lista de afazeres e não sabe onde começar. Isso gera uma sensação de paralisia muito angustiante.
Tudo isso acontece por causa do ciclo da dopamina. O cérebro busca recompensas rápidas para se sentir bem. Por isso, passar horas no Reels é mais atraente que ler PDFs.
2. Hacks de sobrevivência para o dia a dia
Você precisa de estratégias práticas para manter o foco. Algumas técnicas famosas entre a Gen Z podem salvar seu semestre.
Body Doubling
Essa técnica consiste em estudar perto de outra pessoa. Você não precisa interagir com ela durante o estudo.
Ter alguém por perto ajuda o cérebro a manter o foco. Existem lives de "Study With Me" no YouTube perfeitas para isso.
Método Pomodoro adaptado
O método tradicional sugere 25 minutos de foco total. Se for muito tempo para você, comece com 10 minutos. O segredo é dar o primeiro passo para vencer a inércia.
Visualize o seu tempo
O TDAH precisa "ver" o tempo para ele existir. Use ferramentas visuais como Notion, Trello ou planners coloridos. Anote todos os prazos para não esquecer as entregas importantes.
Ruído Marrom (Brown Noise)
Diferente do ruído branco, o som marrom é mais grave. Ele ajuda a "acalmar" os pensamentos acelerados. É ótimo para quem se distrai com qualquer barulho externo.
3. O papel do diagnóstico e da terapia
O diagnóstico de TDAH é clínico e exige acompanhamento profissional. Segundo a Dra. Gianny, ele deve considerar todo o seu histórico.
Conversar com um médico ou psicólogo muda o jogo totalmente. A Terapia Cognitivo-Comportamental ajuda a criar novas estratégias de vida.
Se o médico indicar medicação, siga as orientações corretamente. Nunca use remédios sem receita de profissionais capacitados. A saúde do seu cérebro é prioridade máxima.
4. Pratique a autocompaixão sempre
Não se cobre tanto por não ser "igual" aos outros. O cérebro neurodivergente funciona em um ritmo muito próprio.
Aprenda a respeitar seus limites e comemorar pequenas vitórias. Ser gentil consigo mesma diminui a ansiedade e a frustração. Você é muito mais do que um transtorno ou nota.
5. Seus direitos na faculdade (o que ninguém conta)
Muitas universidades possuem núcleos de acessibilidade para alunos. Alunos neurodivergentes podem ter direito a tempo extra em provas.
Algumas instituições oferecem salas separadas para evitar distrações excessivas. Procure o suporte da sua faculdade para conhecer seus direitos. O apoio institucional é fundamental para o seu bem-estar.
Gostou das dicas para lidar com o TDAH na faculdade? Siga a gente no
target="_blank" rel="noopener">Instagram para mais conteúdos sobre saúde mental e estudos!