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'Em Família': saiba quando ser mãe se torna uma obsessão

Personagem vivida por Vanessa Gerbelli na novela da Globo quer ser mãe a todo custo; especialista explica quando desejo vira doença

27 fev 2014 - 10h31
(atualizado em 27/2/2014 às 11h27)
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<p>Vanessa Gerbelli vive a personagem Juliana, obcecada por ter filhos, após ficar grávida três vezes sem sucesso</p>
Vanessa Gerbelli vive a personagem Juliana, obcecada por ter filhos, após ficar grávida três vezes sem sucesso
Foto: João Miguel Junior/TV Globo / Divulgação

Até que ponto o desejo de ser mãe pode se tornar uma obsessão? Na novela ‘Em Família’, a personagem Juliana, interpretada por Vanessa Gerbelli, vive um drama muito comum às mulheres: o desejo frustrado da maternidade. Na trama, Juliana implorou de joelhos à empregada Gorete (Carol Macedo) para que não levasse embora a menina Bia (Bruna Faria), pela qual Juliana se afeiçoou.

Depois da morte de Gorete, Juliana, que já engravidou e perdeu três bebês, vê seu sonho renovado, pois pretende adotar a pequena Bia. Neste sábado, está prevista para ir ao ar cena em que Juliana, descontrolada, pensa em sumir pelo mundo com a criança se não conseguir o que pretende.

Ficções à parte, não é raro ver mulheres obcecadas pela vontade de se tornarem mães. Para a psicóloga e coordenadora do setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Denise Pará Diniz, a carga de cobrança é alta, tanto pela mulher quanto pela sociedade. “Ela se questiona onde foi que errou, joga a culpa em si mesma pela responsabilidade de não gerar uma criança”, afirma a professora-doutora.

O limiar entre um desejo normal e algo fora de controle está na intensidade e frequência, segundo a psicóloga. A partir do momento em que a mulher só pensa nisso, quando mais nada dá prazer em sua vida, é hora de buscar ajuda. Se houver crises de ansiedade com sintomas de tristeza, depressão, muito choro, falta de vontade de transar (o sexo vira uma obrigação), é sinal de que algo está errado. “É preocupante quando ela abandona atividades que antes lhe davam prazer, como estar com as amigas, com a família, ir ao trabalho e tudo na vida passa a girar em torno da maternidade”, afirma a psicóloga.  

“Juliana nasceu para ser mãe”

A atriz Vanessa Gerbelli, que está encantada por sua personagem, disse no material de divulgação da novela que a história de Juliana fará com que muitas mulheres se identifiquem. “Ela quer ser mãe a qualquer preço. Não poder ter um filho, quando é da natureza feminina gerar a vida, pode trazer realmente um problema. A mulher passa a se sentir incapaz, mais fraca, e até mesmo doente. É preciso ter muito equilíbrio mental e paz de espírito para poder lidar com essa incapacidade”, afirmou a atriz.

Vanessa afirma que a maternidade é inerente ao universo feminino. “É instintiva. É comum ouvir das mulheres que passaram a compreender mais da natureza feminina e do sentido de ser mulher após parirem o primeiro filho. Eu compactuo com isso. Depois que me tornei mãe, afirmei mais a minha feminilidade e me afirmei como indivíduo”, disse.

<p>Daniela Vinic Rippi está com 39 anos, já tentou engravidar por 3 anos e diz que vai esperar até o final de 2014 antes de pensar em adotar</p>
Daniela Vinic Rippi está com 39 anos, já tentou engravidar por 3 anos e diz que vai esperar até o final de 2014 antes de pensar em adotar
Foto: Daniela Vinic Rippi / Arquivo Pessoal

“Estou no limite para engravidar”

A terapeuta holística Daniela Vinic Rippi, de 39 anos, de São Paulo, não se identifica com o comportamento doentio da personagem Juliana, mas confessa que não foi nada fácil lidar com todas as frustrações por uma gravidez que ainda não aconteceu.

Por dois anos e meio tentou engravidar por meios naturais. Sem sucesso, foi buscar ajuda médica. Foi quando descobriu e fez retirada de dois pólipos. Em agosto do ano passado passou por uma fertilização in vitro, porém sem sucesso. “Estou com 39 anos e, de acordo com a medicina, estou no limite para engravidar”, conta.

Daniela, porém, não pretende mais passar por determinados tratamentos, como a estimulação da ovulação. “Tive o encapsulamento de uma das próteses mamárias por conta disso. Não vou fazer uma segunda tentativa, pois tenho medo de piorar estando grávida e não poder trocar a prótese.”

Para Daniela, a questão psicológica pesa muito mais do que a física. “Não vivo em função de querer ser mãe, mas houve fases difíceis, como no ano passado. Sempre quis ser mãe e, quando não aconteceu, comecei a me questionar por que mulheres que têm filhos jogam as crianças no lixo. Também questionei Deus. Quando tentava e a menstruação descia, chorava. Tive vários momentos. Já pensei em adotar, mas vou esperar até o fim desse ano. Ano passado estava fanática por esse assunto e agora acredito que tudo acontece no tempo de Deus.”

Médica só conseguiu ser mãe depois de 11 fertilizações in vitro:

Dicas para passar pelas tentativas sem tanto sofrimento

- Não faça com que o desejo de engravidar se torne a única prioridade em sua vida, pois a carga de responsabilidade gerada é enorme.

- É importante estar em dia com a saúde, o emocional e o social. Por isso, faça acompanhamento com ginecologista e trabalhe para não perder o vínculo consigo mesma nem com o pai da criança.

- Faça um check list e crie pequenas metas até chegar ao objetivo final. Gerencie seus sentimentos e pensamentos. Lembre-se de que os pensamentos nos dominam e que são extremamente importantes para a nossa saúde mental.

- Se perceber que está cada vez mais difícil manter atividades rotineiras, busque ajuda de um profissional de saúde mental.

- Mantenha uma rotina de vida saudável, saia com seus amigos, família, não perca o vínculo com atividades que lhe dão prazer.

- Trabalhar a saúde mental é importante no sentido de lidar com situações negativas, até o fato de não ter conseguido engravidar ou de ter perdido um bebê.

Fonte: Denise Pará Diniz, psicóloga e coordenadora do setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

Nesta quarta-feira (26), Daniela Vinic Rippi e a ginecologista Vania Vendramini, que levou anos para conseguir engravidar, discutem suas experiências com a psicóloga especialista em reprodução assistida Juliana Roberto dos Santos no Terra TV. Assista, a partir de 13h30.

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Fonte: Ponto a Ponto Ideias Ponto a Ponto Ideias
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