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Ligação entre aborto e abuso sexual gera investigação no Reino Unido

Repórter anônima registra conselhos de órgão, que, segundo especialistas, não apresentam nenhum fundamento científico

12 fev 2014 - 08h04
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Mulheres que frequentam os Crisis Pregnancy Centre (CPCs) vêm sendo aconselhadas sobre uma possível relação entre o aborto e abuso sexual. Segundo uma conselheira do órgão, o fato de abortar pode tornar as mulheres mais propensas a abusar sexualmente das crianças que virão a ter. As informações são do site Belfast Telegraph.

<p>Não há evidências científicas de que as mulheres que abortam tendem a abusar sexualmente de crianças</p>
Não há evidências científicas de que as mulheres que abortam tendem a abusar sexualmente de crianças
Foto: Getty Images

Uma repórter anônima do jornal Daily Telegraph se passou por uma mulher fazendo perguntas sobre aborto. Ela recebeu orientações sobre os riscos, incluindo pesadelos, convulsões e tremores. Em uma filmagem oculta, um conselho chamou atenção. “Também existe um aumento estatístico sobre a probabilidade de abuso de crianças."

A conselheira, chamada Annabel, afirmou ainda que, quando uma mãe tem um filho, afloram os instintos maternais em torno da criança e também se reforçam as barreiras que a cercam. “No intuito de fazer um aborto, você quebra estas barreiras, basicamente, e algumas pessoas acham difícil colocá-las novamente no lugar”.

A repórter então questiona: “então eu poderia estar mais propensa a abusar de uma criança?”. A conselheira afirma que não está se referindo a muitas pessoas. “Obviamente é uma porcentagem baixa, mas parece haver uma correlação”, pontua. “Que tipo de abuso? Sexual?”, continuou a repórter. “Sim...eu acho que é porque isso pode confundir as relações com uma criança”, rebateu Annabel.

As observações foram feitas no Central London Crisis Pregnancy Centre (CLWC). A mesma conselheira disse ainda que a mulher que aborta pode aumentar o seu risco de se tornar estéril, além de alertar sobre o risco de infecção que, segundo ela, “é muito comum”.

O Royal College of Obstetricians and Gynaecologists disse ao jornal que não existem evidências científicas que sugerem esta relação entre o aborto e o abuso sexual infantil. Eles acrescentaram que o risco de a mulher se tornar infértil é “muito, muito baixo”.

Os CPCs são grupos irregulares concentrados em todo Reino Unido, que se promovem como serviços de consultoria para mulheres que tentam lidar com a gravidez indesejada.

O Telegraph lançou esta investigação depois de receber a informação de que alguns centros vêm oferecendo informações médicas imprecisas. 

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Fonte: Terra
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