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Luto no casamento: como o parceiro vive a perda do amor

Após a morte de Isabel Veloso, relato do marido reacende reflexões sobre perda, amor e reconstrução emocional

13 jan 2026 - 13h51
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A morte de um companheiro ou companheira muda tudo. A casa, os planos, a identidade e até a forma de existir no mundo passam por uma ruptura profunda.

O luto no casamento não apaga o amor — transforma a forma de sentir, lembrar e seguir vivendo
O luto no casamento não apaga o amor — transforma a forma de sentir, lembrar e seguir vivendo
Foto: Reprodução/Instagram @lucasborbass / Alto Astral

O tema voltou ao centro das conversas após o relato sensível de Lucas Borbas, marido da influenciadora Isabel Veloso, que compartilhou como tem vivido o luto desde a morte da esposa.

Ao falar sobre carregar consigo um pingente com as cinzas de Isabel, Lucas descreveu o gesto como companhia, não como peso, e traduziu algo que muitas pessoas enlutadas sentem, mas nem sempre conseguem explicar: o amor não desaparece com a morte.

O que é o luto e por que ele é único para cada pessoa

O luto é uma resposta natural à perda, mas não segue um roteiro fixo. Ele pode se manifestar como tristeza profunda, vazio, raiva, confusão, culpa ou até momentos inesperados de calma.

No caso do luto conjugal, a dor costuma ser ainda mais complexa porque envolve:

  • a perda do amor romântico

  • a quebra da parceria diária

  • o fim de projetos compartilhados

  • a reconstrução da própria identidade

Não existe "jeito certo" de sofrer — existe o jeito possível para cada pessoa.

Quando a ausência ocupa todos os espaços da casa

Perder o parceiro afeta a rotina de forma silenciosa e constante. Objetos, horários, hábitos e pequenos rituais do dia a dia se tornam gatilhos emocionais.

Muitos viúvos e viúvas relatam:

  • dificuldade para dormir

  • sensação de casa vazia, mesmo com outras pessoas

  • estranhamento com a própria rotina

  • perda de sentido em planos futuros

O casamento não acaba apenas com a morte — ele se transforma em memória, presença simbólica e vínculo emocional interno.

Luto com filhos: dor que precisa continuar cuidando

Quando há filhos, o luto ganha uma camada extra de responsabilidade emocional. Além de viver a própria dor, o parceiro sobrevivente precisa sustentar uma sensação de segurança para a criança.

Lucas falou sobre a importância de manter viva a memória de Isabel para o filho do casal, Arthur, mostrando um ponto essencial: o luto não é apagar a história, mas integrá-la à vida.

Manter rotinas, oferecer afeto previsível e falar do amor que existiu ajuda a criança a compreender a ausência sem se sentir abandonada.

As fases do luto existem? Sim, mas não como regra

Muito se fala em "fases do luto", como negação, raiva, tristeza e aceitação. Elas podem ajudar a entender o processo, mas não acontecem em ordem fixa e nem todas as pessoas passam por todas elas.

O luto é cíclico. Há dias mais leves e outros mais pesados. Avançar não significa esquecer — significa aprender a conviver com a ausência sem ser destruído por ela.

O que dizer e o que realmente ajuda

Frases prontas costumam machucar mais do que ajudar. Em vez de:

  • "Seja forte"

  • "Ele(a) está em um lugar melhor"

  • "Você precisa seguir em frente"

Prefira:

  • "Estou aqui"

  • "Quer falar ou prefere silêncio?"

  • "Como posso te ajudar hoje?"

Ações práticas também importam: ajudar com tarefas, respeitar o tempo do outro e não cobrar superação.

Quando o luto precisa de ajuda profissional

O luto é doloroso, mas quando ele se torna paralisante por muito tempo, é importante buscar apoio especializado. Alguns sinais de alerta incluem:

  • isolamento extremo e prolongado

  • perda total de sentido da vida

  • incapacidade de cuidar de si ou dos filhos

  • pensamentos recorrentes sobre morte

Buscar ajuda psicológica não é sinal de fraqueza — é um gesto de cuidado.

O amor não termina, ele muda de lugar

Como disse Lucas, Isabel não virou ausência, virou raiz. O luto conjugal não é sobre esquecer quem partiu, mas sobre aprender a viver carregando o amor de outra forma.

Cada pessoa encontra seu próprio caminho. E todos eles merecem respeito.

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Alto Astral
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