Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Carla Perez anuncia despedida do Carnaval em 2026: 'Saúde mental'

Após mais de 30 anos de folia e 25 à frente do bloco infantil Algodão Doce, a artista explica de onde vem a decisão de se afastar do Carnaval

9 fev 2026 - 23h05
Compartilhar
Exibir comentários

Carla Perez, eternizada pelo público como a inesquecível loira do Tchan, decidiu que 2026 será um marco importante em sua trajetória: depois de mais de 30 anos vivendo intensamente o Carnaval, a artista escolheu se afastar da folia para cuidar de algo essencial - sua saúde emocional.

Carla Perez anuncia que fará seu último Carnaval em 2026 e revela que a escolha foi motivada por saúde mental; saiba mais
Carla Perez anuncia que fará seu último Carnaval em 2026 e revela que a escolha foi motivada por saúde mental; saiba mais
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Há mais de duas décadas à frente do bloco infantil Algodão Doce, Carla contou que a despedida vem carregada de emoção e também de necessidade. "Fico com o coração partidinho", confessou. "Eu estava adoecendo". A revelação foi feita em entrevista a João Augusto Liberato, exibida no programa Domingo Espetacular, da Record. No papo, Carla falou abertamente sobre o desejo de desacelerar e priorizar a vida em família.

Uma escolha por bem-estar e presença

Nos últimos anos, a artista passou a viver de forma mais discreta - e isso tem tudo a ver com uma mudança interna. Para ela, o momento agora é de estar mais próxima de quem ama. "Eu fiz essa escolha por saúde mental mesmo. Estar com meus filhos, com meu marido, cuidar da minha família, ficar mais próxima", explicou. Carla afirmou que vem sentindo, aos poucos, a necessidade de se colocar em primeiro lugar, algo que nem sempre foi possível em uma vida marcada por trabalho constante e exposição pública.

Último ano no comando do Algodão Doce

A despedida do bloco infantil simboliza o encerramento de um ciclo longo e significativo. Carla reconhece que não é fácil, mas entende que é preciso respeitar o próprio tempo. "E cada vez mais eu estou fazendo isso. Tanto que esse é o meu último Carnaval à frente do Algodão Doce. Fico com o coração partidinho, mas foi o que eu falei, eu tô cada vez mais cuidando de mim. E sinto necessidade", afirmou.

Ela também comentou que já imagina quem poderia dar continuidade ao projeto, abrindo espaço para novas gerações e novas formas de fazer Carnaval. "Acho que tem tudo o seu tempo, a sua hora. E tem tanta gente bacana, nova, chegando por aí. Temos que dar espaço para que elas estejam trabalhando. Tenho uma pessoa em mente que eu acho que pode continuar o legado do Carnaval para as crianças, mas de uma forma diferente", disse. Mesmo assim, Carla não descarta continuar ligada à festa, só que em outro lugar. "E eu fico mais nos bastidores também, que eu amo (risos)."

Uma vida inteira dedicada ao trabalho

Durante a entrevista, Carla também relembrou que sua relação com o trabalho começou ainda na infância, quando ajudava a família vendendo fantasias nas ruas. "Mas é um momento meu. Eu sempre trabalhei, desde pequenininha. Minha mãe colocava fantasia em mim e nos meus irmãos para vender, na rua, de camelô", contou. Ela relembrou que sempre buscou independência financeira e nunca deixou de trabalhar, até entrar no Gera Samba - grupo que mais tarde se tornaria o fenômeno É o Tchan.

O momento de cuidar de si

Carla reconheceu que passou muitos anos colocando todos à frente de suas próprias necessidades. Até perceber que algo precisava mudar. "Desde lá, eu sempre trabalhei muito e sempre cuidei de toda a minha família. Chegou um momento em que eu falei: 'Está na hora de eu cuidar mais de mim'. Porque eu sempre fiz tudo por todo mundo, e eu estava adoecendo."

Para ela, saber parar é um exercício de coragem e maturidade. "Chega uma hora em que você tem que falar: 'Está na hora de sair'. É muito difícil encontrar esse momento de dar uma pausa ou sair bem", refletiu.

Família como prioridade e legado verdadeiro

Carla também destacou que, depois de tantos ciclos profissionais - do É o Tchan ao SBT e ao Algodão Doce -, agora sente que os filhos precisam dela de uma forma diferente. "Tive meu ciclo no Gera Samba, que virou É o Tchan, depois no SBT, depois com o infantil, são 25 anos só de Algodão Doce... E meus filhos precisam de mim. O futuro são eles". A artista encerra esse capítulo com gratidão e com a certeza de que cuidar da mente e da família também é uma forma de construir legado.

Bons Fluidos
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade