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Como tornar-se um doador de medula óssea? Confira

Com quase 6 milhões de doadores cadastrados no Brasil, o transplante de células-tronco hematopoéticas é uma esperança para pacientes com doenças graves; saiba os critérios para doar

7 set 2025 - 14h09
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O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) divulgou, em julho de 2024, que o Brasil conta com 5,78 milhões de doadores cadastrados. Apesar desse número expressivo, 650 pessoas ainda aguardam por um transplante não aparentado - ou seja, quando o doador e o receptor não possuem parentesco.

Brasil tem quase 6 milhões de doadores de medula óssea, mas a compatibilidade ainda é um desafio; confira passo a passo para doar
Brasil tem quase 6 milhões de doadores de medula óssea, mas a compatibilidade ainda é um desafio; confira passo a passo para doar
Foto: Reprodução: Canva/towfiqu barbhuiya / Bons Fluidos

O procedimento, conhecido popularmente como transplante de medula óssea, é um tratamento vital para diferentes tipos de câncer, como leucemias e linfomas, além de outras doenças graves do sangue e do sistema imunológico.

O que é o REDOME?

O REDOME é o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea, administrado em parceria com o Ministério da Saúde. Ele centraliza os dados de quem se dispõe a doar, permitindo que médicos encontrem potenciais compatibilidades para os pacientes que aguardam. Com tanto alcance, o REDOME ocupa a posição de terceiro maior banco de doadores de medula do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha.

Como funciona a compatibilidade

As células-tronco hematopoéticas (presentes na medula óssea) são responsáveis pela produção de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Para realizar um transplante, é essencial que exista compatibilidade genética entre doador e receptor, determinada por meio do exame de histocompatibilidade (HLA).

Esse fator reduz as chances de rejeição do transplante, mas também torna o processo complexo: muitos dos cadastrados nunca chegam a doar, justamente pela dificuldade em encontrar um "match" adequado.

Quem pode se cadastrar como doador

Para se tornar um possível doador, é preciso atender a três critérios básicos:

  • Ter entre 18 e 35 anos no momento do cadastro;
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Não possuir nenhuma das doenças impeditivas para doação (hepatite C, HIV, câncer, doenças autoimunes, síndrome de Guillain-Barré, doença de Crohn, epilepsia não controlada há pelo menos 3 anos, diabetes, hipertireoidismo, tuberculose extrapulmonar e esquizofrenia).

Após o cadastro, o doador permanece ativo no REDOME até os 60 anos. A preferência por pessoas mais jovens ocorre porque a sobrevida do paciente transplantado é maior quando o doador tem menos de 40 anos.

Passo a passo para ser doador

  1. Cadastro inicial: pode ser feito pelo site ou aplicativo do REDOME, ou diretamente em um hemocentro;
  2. Exame de sangue: realizado presencialmente em um hemocentro, coleta-se uma amostra para análise do HLA;
  3. Atualização de dados: é fundamental manter telefone e endereço corretos para que, em caso de compatibilidade, o contato seja imediato;
  4. Confirmação de compatibilidade: se houver um paciente compatível, o doador passa por novos exames. Se aprovado, realiza a coleta das células-tronco.

Como acontece a doação

Existem três formas de coletar células-tronco hematopoéticas: punção, aférese e coleta do sangue do cordão umbilical. Nos casos de doadores vivos, as duas primeiras são as mais comuns. Realiza-se a punção em centro cirúrgico, sob anestesia. A medula é retirada do osso da bacia por meio de punções. Já na aférese, o doador recebe uma medicação por cinco dias que aumenta a quantidade de células-tronco no sangue. Depois, passa por um processo semelhante à doação de sangue, sem necessidade de internação.

Após a coleta, armazena-se o material em bolsas especiais, congelado e transportado até o paciente em condições controladas. O corpo recompõe naturalmente as células-tronco doadas em cerca de duas semanas. Embora possam ocorrer efeitos adversos temporários (como dores leves ou cansaço), o procedimento é considerado seguro.

Um gesto que transforma vidas

Apesar da burocracia e dos critérios de saúde, cada novo cadastro pode significar a chance de salvar alguém que enfrenta uma doença grave. O transplante de medula óssea é, para centenas de pacientes, a única possibilidade de cura. A doação é um ato de solidariedade que ultrapassa barreiras individuais. Quem se cadastra aumenta as chances de salvar outra vida.

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