Cidade japonesa pretende limitar o uso de celular a duas horas diárias; confira
De acordo com a prefeitura, a medida visa "prevenir o uso excessivo de dispositivos que causam problemas de saúde física e mental, incluindo distúrbios do sono"
Os malefícios do uso excessivo de aparelhos eletrônicos, principalmente para as funções cerebrais, são frequentemente alvo de debates no campo científico, que alerta para os impactos desses dispositivos na concentração e na saúde mental. A prefeitura de Toyoake, no Japão, elaborou, então, uma estratégia para reduzir esses efeitos: um projeto de lei que limita o acesso ao celular a, no máximo, duas horas por dia.
Entenda a proposta
De acordo com o prefeito Masafumi Koki, a medida, divulgada na última sexta-feira (22), visa contemplar crianças e adolescentes, com o intuito de "prevenir o uso excessivo de dispositivos que causam problemas de saúde física e mental, incluindo distúrbios do sono".
Por isso, a proposta determina que as duas horas de uso por dia não podem ocorrer durante o horário escolar. Ademais, o acesso também é vetado após às 21 horas, no caso daqueles com menos idade, e depois 22 horas para o restante dos jovens.
A autoridade informou, no entanto, que essa iniciativa não prevê penalidades ou obrigatoriedade, representando mais uma recomendação aos pais e responsáveis. Além disso, a prefeitura afirmou reconhecer o papel "indispensável" dos smartphones no cotidiano.
Mas, para o órgão, é importante conscientizar sobre os riscos dos aparelhos e propor medidas para proteger a população. O projeto, portanto, será discutido nesta semana e, se for aprovado, entrará em vigor ainda no final de 2025, em outubro.
Ficar 72 horas longe do celular causa alterações cerebrais
Você já tentou ficar dias sem mexer no celular? Atualmente, viver sem o aparelho parece impossível. No entanto, segundo especialistas, é importante regular o tempo de uso, já que o dispositivo tem a capacidade de impactar o funcionamento do nosso cérebro. Pesquisadores alemães constataram que os efeitos são tão expressivos que, após cerca de 72 horas sem o uso, já é possível observar alterações nas atividades mentais. Confira a matéria completa.