Obras de arte inspiram objetos de decoração
Antigamente a única forma de ver um quadro de um grande artista era ir a um museu ou ao próprio ateliê do pintor. O aparecimento da fotografia, no século XIX, começou a mudar isso e reproduções de obras de arte começaram a proliferar. Hoje esse processo chegou a um ponto em que é possível dar de cara com a “Monalisa” de Da Vinci ou com o “David de Michelangelo na almofada do sofá da sala de estar.
Com as possibilidades abertas pela tecnologia virou moda usar imagens clássicas do mundo da arte nos mais variados objetos de decoração. Os mais comuns são almofadas, cinzeiros e telas para abajur, mas também é possível encontrar adesivos e, até mesmo, quadros infláveis.
De acordo com a arquiteta paulistana Luiza Altman, proprietária da empresa de consultoria Clínica Decoração e do escritório Altman Arquitetura, de São Paulo, esses são itens válidos para compor a decoração, mas é preciso atenção na hora de usá-los. “A maioria desses objetos se inspira na pop art, que é um movimento bastante colorido. Então, é preciso saber como combinar as coisas. Eles ficam melhores em locais mais despojados da casa, como salas de leitura e quartos de jovens”, afirma.
Quem já possui móveis mais clássicos, como sofás e poltronas rebuscadas ou peças de madeira, deve evitar os objetos inspirados em obras artísticas. “A menos que seja, por exemplo, uma peça baseada na “Monalisa”, que também é mais clássica”, afirma Luiza. Outra dica da arquiteta é usar objetos que fazem alusão à obra de Piet Mondrian, pintor holandês modernista. “Apesar de bastante colorido, ele tem formas muito geométricas, que sempre casam com qualquer decoração”, completa a arquiteta.