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Maximalismo: veja como unir arte, objetos e afeto na decoração do lar

O estilo valoriza a mistura consciente de cores, texturas, estampas e referências afetivas para criar ambientes cheios de personalidade

12 jan 2026 - 16h01
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Em um tempo em que a casa voltou a ser protagonista da vida cotidiana, a decoração maximalista surge como um manifesto sensorial. Longe de regras rígidas, o estilo valoriza a mistura consciente de cores, texturas, estampas e referências afetivas, criando ambientes que contam histórias e refletem personalidades plurais. Inspirado pela liberdade criativa e pelo olhar apurado, o maximalismo se firma como uma linguagem contemporânea do morar, intensa, elegante e profundamente humana.

O maximalismo se revela na curadoria consciente de objetos, cores e afetos que dialogam entre si Projeto: Camila Palladino |
O maximalismo se revela na curadoria consciente de objetos, cores e afetos que dialogam entre si Projeto: Camila Palladino |
Foto: Rogerio Cajui / Portal EdiCase

Mais do que acumular objetos, o maximalismo propõe curadoria. Cada peça tem intenção: obras de arte dialogam com mobiliário de diferentes épocas; tecidos exuberantes convivem com materiais nobres; padrões se sobrepõem sem medo, desde que sustentados por uma narrativa coesa. O resultado são espaços vibrantes, cheios de ritmo visual, em que o olhar percorre detalhes e descobre camadas a cada nova visita.

O maximalismo como tradução da identidade do morador

O maximalismo aparece como tradução de memórias, referências e desejos, organizados em uma composição harmônica que reflete a identidade do morador Projeto: Camila Palladino |
O maximalismo aparece como tradução de memórias, referências e desejos, organizados em uma composição harmônica que reflete a identidade do morador Projeto: Camila Palladino |
Foto: David Aranha / Portal EdiCase

Para a arquiteta Camila Palladino, o maximalismo é um exercício de escuta e tradução. "O maximalismo não é sobre excesso aleatório, mas sobre a coragem de assumir referências, memórias e desejos, organizando tudo isso em uma composição harmônica", afirma. Em seus projetos, a profissional aposta na força das combinações inusitadas e na valorização do repertório pessoal do morador como ponto de partida para criar interiores autênticos.

Cores intensas, camadas e iluminação

O uso de cores e materiais traduz a identidade do morador dentro da proposta do maximalismo Projeto: Camila Palladino |
O uso de cores e materiais traduz a identidade do morador dentro da proposta do maximalismo Projeto: Camila Palladino |
Foto: David Aranha / Portal EdiCase

Cores intensas ganham protagonismo, verdes profundos, azuis densos e tons terrosos, equilibradas por uma base bem estruturada. As paredes podem receber papéis de parede gráficos ou pinturas artísticas; o piso, tapetes com padronagens marca ntes; e o mobiliário, peças icônicas ao lado de achados contemporâneos. A iluminação, pensada em camadas, contribui para destacar texturas e criar atmosferas acolhedoras.

O valor do artesanal e da memória no maximalismo

Objetos garimpados são protagonistas na decoração maximalista Projeto: Camila Palladino |
Objetos garimpados são protagonistas na decoração maximalista Projeto: Camila Palladino |
Foto: Rogerio Cajui / Portal EdiCase

Há também um diálogo direto com o artesanal e o feito à mão, reforçando o valor do singular. Cerâmicas, esculturas, livros e objetos garimpados em viagens ou herdados de família tornam-se protagonistas, conferindo profundidade emocional aos ambientes. "Quando a casa passa a refletir a trajetória de quem vive ali, o espaço deixa de ser apenas bonito e se torna verdadeiro", completa Camila Palladino.

Identidade visual além das tendências

A decoração maximalista é um convite ao olhar atento, à mistura sem medo e à celebração da estética Projeto: Camila Palladino |
A decoração maximalista é um convite ao olhar atento, à mistura sem medo e à celebração da estética Projeto: Camila Palladino |
Foto: Rogerio Cajui / Portal EdiCase

A decoração maximalista se distancia do efêmero e se aproxima do atemporal, não por seguir tendências, mas por construir identidades visuais únicas. É um convite ao olhar atento, à mistura sem medo e à celebração da estética como experiência cotidiana, um luxo contemporâneo que reside na liberdade de ser, ver e sentir dentro de casa.

Por Bruna Rodrigues

Portal EdiCase
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