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Caminhar em vez de ir à academia é uma ótima opção, mas só traz resultados reais se o ritmo for de pelo menos 5 km/h e com constância

Não é obrigatório treinar em blocos longos de tempo, mas, para quem vive no sedentarismo, agrupar os passos em caminhadas contínuas faz toda a diferença para o coração.

28 out 2026 - 13h10
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Resumo
A ciência atual e a OMS confirmam que todo movimento conta para reduzir o risco de mortalidade, superando a antiga exigência de treinos longos ou em academias. Contudo, para colher resultados reais na saúde cardiovascular, especialmente entre pessoas sedentárias que dão menos de 8 mil passos diários, a intensidade e a constância são fundamentais: caminhadas substituem a academia com eficácia apenas quando praticadas em um ritmo de, no mínimo, 5 km/h e de forma distribuída na rotina.
Foto/ PexelsLATAM
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Foto: Minha Vida

Durante muito tempo, acreditou-se que qualquer exercício físico só trazia benefícios reais se fosse praticado em longas sessões ininterruptas ou dentro de uma sala de musculação. Antigas diretrizes de saúde chegavam a exigir blocos mínimos de 10 minutos seguidos para que o movimento "valesse a pena". No entanto, a ciência atual mudou esse olhar de forma radical.

Revisões sistemáticas recentes comprovam que a redução do risco de mortalidade ocorre tanto quando acumulamos pequenas movimentações ao longo do dia quanto quando treinamos em blocos estruturados. Por essa razão, as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) eliminaram exigências de tempo mínimo contínuo: a regra atual é que cada minuto em movimento conta.

Apesar dessa flexibilidade, para pessoas sedentárias ou com baixa rotina de atividades, a forma como esses passos são dados carrega um peso extra.

Veja também: Caminhada: 11 benefícios, como emagrecer e como começar

O poder dos blocos de 15 minutos para quem é sedentário

Um estudo recente liderado pela Universidade Europeia de Madri analisou mais de 33 mil adultos do banco de dados britânico UK Biobank que davam 8.000 passos ou menos por dia. O trabalho revelou que a incidência de problemas cardiovasculares variava drasticamente conforme os passos eram distribuídos:

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