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Óleo de mirra ajuda a combater o envelhecimento

Óleo tem propriedades antissépticas e antibacterianas. Conheça os poderes dessa planta milenar.

3 fev 2016
16h24
atualizado às 16h27
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Na história dos três Reis Magos, o menino Jesus é presenteado com ouro, e mirra. Esse último mimo vem de uma árvore pequena, cheia de espinhos, comum na região semidesértica do Oriente Médio e no nordeste da África. Mas o óleo de mirra é utilizado também em cosméticos e para fins terapêuticos há muito tempo. Saiba mais a seguir. 

O óleo de mirra vem de uma árvore comum na região semidesértica do Oriente Médio e no nordeste da África
O óleo de mirra vem de uma árvore comum na região semidesértica do Oriente Médio e no nordeste da África
Foto: iStock/Getty Images / Vivo Mais Saudável

Benefícios do óleo de mirra

A mirra pode ser utilizada como descongestionante e adstringente. Ela também funciona no processo de cura de feridas, pois tem propriedades antissépticas. Entre os benefícios creditados à planta estão ainda o efeito revigorante e o auxílio no tratamento de problemas de saúde pulmonar, por eliminar excesso de muco.

Essa característica pode auxiliar no tratamento de doenças como bronquite, resfriados, inflamações da garganta, faringite e febre, além do originário de problemas gástricos. Também alivia flatulência e controla diarreia. Na pele, ainda trata furúnculos e outras alterações cutâneas.

O óleo de mirra é indicado para consumo in natura. Ou seja, pode ser aplicado diretamente na alimentação, em saladas ou em pratos frios. Outra opção é misturá-lo a cremes hidratantes e a máscaras. No entanto, há um alerta para a possibilidade de intensificação da glândula tireoide, sendo contraindicado também para gestantes e lactantes.

Não há registros de alergias e reações adversas. Ainda assim, indica-se a realização de teste de sensibilidade, aquele em que se aplica uma quantidade do produto no braço e, após uma hora, verifica-se a reação. Havendo irritação, não é prudente continuar o uso.

Produto era usado na mumificação

O nome científico da planta que compõe o óleo de mirra é Commiphora myrrha. Seu aroma é quente, apimentado e amargo. Além das propriedades já citadas, o produto também tem ação antibacteriana e antifúngica.

Outra capacidade do óleo de mirra seria a de conter a degeneração dos tecidos. O óleo atuaria tanto por dentro quanto por fora contra o envelhecimento celular, resultando em pele e unhas mais belas.

O óleo também era utilizado no processo de mumificação. A mirra era introduzida junto com outros preparados na cavidade abdominal, que precisava ser preenchida. Segundo o Museu Nacional da UFRJ, o processo envolvia, além da planta, goma de cedro, diversos unguentos e mechas de linho ou serragem para devolver ao corpo a forma original.

Depois, o corpo era enrolado com faixas de linho que eram impregnadas com resinas vegetais, até finalmente um sudário ser amarrado ao cadáver com faixas horizontais. No início, apenas o faraó egípcio podia ser mumificado. Depois do Antigo Império, quem podia pagar passou a utilizar o sistema.

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