Dados da campanha antifumo mostram eficácia no Brasil
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Em 7 de maio de 2009, o estado de São Paulo iniciou um movimento em direção a colocar em prática a Lei Antifumo. Após três meses, passou a vigorar a proibição do fumo em ambientes públicos fechados, o que representou, dois anos após a lei ser sancionada, uma diminuição de 73% dos níveis de monóxido de carbono, segundo estudo do Instituto do Coração (Incor). No entanto, em 2008, sob o conceito "Fique esperto, começar a fumar é cair na deles", peças publicitárias apresentavam imagens com os possíveis efeitos do fumo como a impotência e os diversos tipos de canceres.
O órgão que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos determinou que, a partir de setembro de 2012, as advertências antifumo deverão ocupar 50% do espaço das duas faces das embalagens de cigarros.
Para verificar a eficácia das campanhas antifumo no Brasil, o Terra colheu os últimos dados divulgados pelo site do Ministério da Saúde e do portal Lei Antifumo do estado de São Paulo; confira:
1) Entre 2005 e 2010, foram investidos R$86,2 milhões no tratamento de fumantes;
2) Em 2010, 30% dos atendidos pelo SUS tinham entre 20 e 29 anos, e 42% tinham o ensino médio completo. Ainda, 78% das pessoas que buscaram atendimento conheceram a Ouvidoria do SUS por meio dos maços de cigarro;
3) De 2006 a 2010, a proporção de fumantes acima dos 18 anos caiu de 16,2% para 15,1%;
4) Nos últimos cinco anos, a queda mais consistente foi no sexo masculino, de 20,2% para 11,7%, enquanto entre as mulheres o índice se manteve estável em 12,7%;
Doenças provocadas pelo hábito de fumar
A lista é grande: vários tipos de câncer como o de pulmão, rim, laringe, cabeça, pescoço, bexiga, esôfago, pâncreas e estômago. Além de leucemia, problemas congênitos, impotência e tantas outras.
Enquanto o Brasil adota imagens antifumo nas embalagens de cigarro desde 2008, os Estados Unidos vai adotar a medida a partir de setembro de 2012
1 - Café: as opiniões dos especialistas sobre o café são bastante conflitantes, ora o apontando como benéfico, ora como vilão. No entanto, o artigo cita uma pesquisa que mostra que o risco de câncer de pulmão é aumentado em 14% entre as pessoas que tomam duas xícaras por dia
Foto: Getty Images
2 - Legumes em conserva: um estudo apontou que o consumo de legumes nestas condições pode aumentar o risco de certos tipos de câncer, incluindo o de esôfago e o gástrico. Portanto, legumes em conserva também são possíveis agentes cancerígenos, de acordo com o artigo
Foto: Getty Images
3 - Bebidas alcóolicas: segundo o artigo, o consumo de álcool está ligado a 10% dos casos de câncer entre pessoas do sexo masculino, de acordo com um estudo recente. Além disso, o hábito de beber aumenta as chances da doença se desenvolver na garganta, nas mamas e no fígado
Foto: Getty Images
4 - Câmeras de bronzeamento artificial: o risco que este tipo de bronzeamento causa já foi amplamente divulgado, mas a matéria lembra que a prática pode aumentar em até 75% as chances de câncer de pele, especialmente quando usado por quem ainda não completou os 30 anos
Foto: Getty Images
5 - Talco: especialistas indicam que talco que contém em sua fórmula o amianto é um potencial cancerígeno. No entanto, estudos recentes dão conta que mesmo o talco sem amianto, quando usado próximo da região genital, pode aumentar o risco de câncer de ovário em 30%
Foto: Getty Images
6 - Terapia de reposição hormonal: pesquisas observaram que alguns medicamentos usados para aliviar as tensões da menopausa podem aumentar as chances de câncer de mama. Por este motivo, os médicos sugerem que as doses sejam reduzidas e, se possível, utilizadas no menor período de tempo possível
Foto: Getty Images
7 - Exposição a produtos químicos: pessoas que trabalham expostas a produtos químicos como limpeza a seco ou solventes, podem estar mais propensas a desenvolverem câncer de esôfago. Cabeleireiros e barbeiros também estão no grupo de risco, pois, como estão expostos a algumas toxinas, podem ter mais chances de desenvolver câncer de pulmão e bexiga
Foto: Getty Images
8 - Raios ultravioleta: este é um agente cancerígeno bastante conhecido e, além de prejudicar a aparência da pele, é uma das formas mais letais de câncer de pele. Portanto, é consenso que ficar fritando no sol pode trazer graves consequências para a saúde
Foto: Getty Images
9 - Cádmio: o cádmio é um conhecido agente cancerígeno e pode ser encontrado em alguns alimentos e bebidas, mas uma das formas de contato com este componente é a fumaça do cigarro. A exposição ao cádmio pode aumentar o risco de câncer pancreático
Foto: Getty Images
10 - Formaldeído: o formaldeído é um agente presente em diversos cosméticos e produtos de limpeza, além de ser liberado na atmosfera a partir da exaustão do carro, ou de produtos químicos utilizados em laboratórios e fábricas. Está associado ao câncer nasal em testes com ratos
Foto: Getty Images
11 - Tamoxifeno: utilizado para o tratamento de câncer de mama, o tamoxifeno tem sido associado ao aumento de risco de câncer de útero. Mas, de acordo com o artigo, os riscos são baixos quando comparados aos benefícios trazidos pela droga
Foto: Getty Images
12 - Tabaco sem fumaça: quem está parando de fumar e substitui o cigarro por produtos produzidos à base de tabaco deve ficar atento. O artigo explica que não é porque os produtos não fazem fumaça que não apresentam riscos - eles aumentam as chances de câncer bucal, de esôfago e pâncreas
Foto: Getty Images
13 - Amianto: este mineral é muito utilizado na produção de telhas onduladas, caixas d'água, tubulações, papelões, mangueiras, cimento, entre outros. O artigo indica que a inalação deste componente, quando suas fibras são liberadas no ar, podem aumentar os riscos de câncer de pulmão