Cirurgia íntima repara danos causados por parto ou envelhecimento
A cada dia aumenta o número de mulheres que realizam cirurgias ginecológicas com função reparadora. Uma das mais procuradas é a ninfoplastia, para correção dos grandes lábios vaginais. Por serem hipertrofiados, eles podem causar dificuldades na relação sexual, transparecer na roupa e até machucar por causa do atrito com o tecido ou o absorvente. Muitas mulheres, ainda, desejam melhorar a aparência dos lábios por estarem descontentes com o que a natureza lhes deu e chegam a desenvolver problemas de fundo emocional causado por vergonha do próprio corpo.
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Segundo o ginecologista Marcos Devidério Ricci, do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, essa cirurgia requer internação e anestesia raquidiana. O procedimento dura cerca de 40 minutos e a paciente pode receber alta 12 a 24 horas depois.
Segundo ele, a cirurgia pode deixar cicatrizes pouco perceptíveis devido à localização e à presença de pêlos. Não são necessários pontos, apenas uma sutura com fios absorvíveis, que caem sozinhos. A paciente é liberada para voltar a trabalhar em cinco a sete dias. Para as atividades físicas, o repouso deve ser de 40 dias. As relações sexuais devem esperar no mínimo 21 dias.
Partos
A perineoplastia tem sido a opção para mulheres que se queixam de afrouxamento vaginal causada por partos vaginais ou pelo envelhecimento. ¿Quando o períneo - região situada entre o ânus e os órgãos genitais externos - é afetado acaba alargando a entrada da vagina¿, explica Ricci.
Muitas vezes, o procedimento envolve o reforço da musculatura do períneo e da região vaginal para recuperar o prazer sexual. Essa cirurgia também requer internação e anestesia raquidiana. O tempo de recuperação é semelhante ao da ninfoplastia.
Controvérsia
A cirurgia, no entanto, que gera mais controvérsias é a reconstrução do hímen. Além da questão ética, o procedimento é rechaçado pelo Conselho Federal de Medicina. Mas o ginecologista do HC explica que há indicação quando uma mulher virgem sofre violência sexual. ¿A cirurgia pode fazer parte do tratamento quando a paciente acha que ela é necessária¿, explica Ricci.