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Pitti Uomo começa com 750 marcas em busca de revitalizar moda masculina

Nova edição apresenta coleções de Outono/Inverno 2026/27 até 16 de janeiro

13 jan 2026 - 11h46
(atualizado às 12h50)
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A cidade de Florença recebe, a partir desta terça-feira (13) até o dia 16 de janeiro, a 109ª edição da Pitti Uomo, a principal vitrine da moda masculina internacional, que acontece na Fortezza da Basso.

Com 750 marcas participantes, sendo 47% internacionais, o evento apresenta as coleções de Outono/Inverno 2026/27, reafirmando seu papel como plataforma estratégica para o setor.

A edição de 2026 aposta na internacionalização e no fortalecimento da presença de compradores estrangeiros, apoiada pelo Ministério das Relações Exteriores e pela Agência Italiana de Comércio Exterior (ICE).

O objetivo é oferecer às empresas de moda masculina italianas oportunidades de expansão, especialmente em um momento marcado por desafios globais, como tensões geopolíticas, instabilidade de mercado e políticas protecionistas, especialmente dos Estados Unidos ? o terceiro maior mercado para a moda masculina italiana.

Segundo a Confindustria Moda, essas dificuldades contribuíram para uma queda de 2,1% no faturamento da moda masculina italiana em 2025, totalizando 11,2 bilhões de euros, além de um retrocesso nas exportações, que voltaram a território negativo com -2%.

Nesse contexto, a cerimônia de abertura terá papel simbólico e estratégico, com a presença do ministro dos Negócios e do Made in Italy, Adolfo Urso, além da direção da feira. O Prêmio Pitti Immagine será concedido ao Unicredit, reconhecendo a importância do setor financeiro no apoio à moda.

O "movimento" é o tema central da feira, simbolizando a necessidade de dinamismo e movimento.

Na praça central da Fortezza, os visitantes serão recebidos pela instalação "Ancient/New Site", do arquiteto francês Marc Leschelier, a qual ocupa 1.700 metros quadrados e é composta por 18 monólitos de cinco metros de altura, três metros de largura e nove metros de profundidade, revestidos com tela de concreto.

Entre os destaques internacionais, o designer Hed Mayner, nascido em Israel e atualmente radicado em Paris, apresentará sua coleção na Palazzina Reale di Santa Maria Novella.

Conhecido por uma abordagem conceitual e quase arquitetônica, Mayner trabalhou com couro, joias e costura manual desde os 16 anos e já foi diretor criativo da Reebok. Suas peças são marcadas por calças de pernas largas, camisas leves e jaquetas esculturais, com referências ao sagrado, à tradição, à alfaiataria e ao sportswear.

Outra atração é a nova onda japonesa, promovida pelo coletivo Sebiro Sanpo e pelo designer convidado Soshi Otsuki, vencedor do Prêmio LVMH para Jovens Designers de Moda 2025.

O desfile percorrerá as ruas de Florença, resgatando a estética dos anos do 'baburu keiki' (a bolha econômica japonesa dos anos 1980), época em que os homens em Tóquio usavam Armani. O evento será apresentado por Shinya Kozuka, fundador de sua marca homônima, que combina a atmosfera de Tóquio com roupas de trabalho.

Entre as novidades desta edição está a nova área dedicada à perfumaria artística, refletindo uma tendência crescente no universo masculino e ampliando a experiência de lifestyle da feira. 

Ansa - Brasil
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