Ao meditar sobre compaixão, monge budista gera ondas cerebrais nunca vistas antes
Matthieu Ricard passou por um teste na Universidade de Winsconsin e descobriu que a atividade do seu cérebro vai além da média da humanidade; entenda
Na década de 2000, pesquisadores da Universidade de Winsconsin (EUA) decidiram estudar o cérebro do monge francês, Matthieu Ricard, então pediram para ele meditar. Dessa forma, para realizar a análise da atividade neural, conectaram 256 sensores em sua cabeça. Assim, descobriram que, durante três horas de meditação de compaixão, em que desejava o bem para as outras pessoas, o cérebro produziu uma quantidade anormal de ondas gama - oscilações eletromagnéticas que surgem quando neurônios trabalham sincronizados.
Os benefícios de meditar
Ademais, ocorreu uma forte atividade no lobo frontal esquerdo e, assim, os especialistas chegaram à conclusão que se tratava de uma abundância nunca vista antes na literatura neurocientífica. Isso porque, para eles, a atividade está ligada à percepção de consciência, aprendizado e memória. Ou seja, o monge tem uma condição privilegiada, em que se sente mais feliz e tem menos pensamentos pessimistas se comparado à média da humanidade.
Ao saber dos resultados, Ricard não ficou tão espantado e disse que qualquer um pode alcançar tal ponto em médio e longo prazo, basta treinar. No caso dele, já são muitas décadas de prática, paciência e perseverança.
Mais do que relaxamento, meditação transforma o cérebro
No turbilhão da vida moderna, onde o estresse e a distração são companheiros constantes, a meditação emerge como um oásis de tranquilidade e uma poderosa ferramenta para a saúde mental. Mais do que um simples relaxamento, a prática regular da meditação tem sido cientificamente comprovada. Especificamente, quando se trata da sua capacidade de alterar a estrutura e a função do cérebro. Assim, oferecendo benefícios duradouros que vão muito além de momentos de paz.
Uma das descobertas mais fascinantes sobre a meditação é sua capacidade de promover a neuroplasticidade, a habilidade do cérebro de se reorganizar, formando novas conexões neurais. Estudos de neuroimagem, como ressonância magnética, têm mostrado que praticantes de meditação experientes apresentam aumento da massa cinzenta em áreas associadas à atenção, regulação emocional e autoconsciência, como o córtex pré-frontal e o hipocampo. e leia a matéria completa.