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Antigripais e antibióticos no inverno: farmacêutica alerta para os riscos da automedicação

A chegada das baixas temperaturas aumenta a procura por remédios para aliviar sintomas típicos da estação, hábito que pode acarretar prejuízos à saúde a longo prazo

12 jul 2026 - 20h37
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Com a chegada do frio, é comum que sintomas como dor de garganta, tosse, congestão nasal, febre e dores no corpo apareçam com mais frequência. Diante do cenário de inverno, muitas pessoas recorrem à automedicação, usando remédios que já têm em casa para aliviar o desconforto. No entanto, esse hábito, embora pareça prático, pode trazer consequências graves para a saúde.

A queda de temperatura no inverno aumenta o hábito da automedicação, que pode acarretar prejuízos à saúde a longo prazo
A queda de temperatura no inverno aumenta o hábito da automedicação, que pode acarretar prejuízos à saúde a longo prazo
Foto: Gundula Vogel/ Pexels / Bons Fluidos

Segundo a farmacêutica e coordenadora do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, Nathalia Molina, o aumento das doenças respiratórias durante a estação faz crescer, principalmente, o uso de antigripais, anti-inflamatórios e antibióticos sem orientação profissional.

Inverno e automedicação

Embora gripe e resfriado sejam os diagnósticos mais lembrados nesta época do ano, eles não são as únicas possibilidades. Covid-19, sinusite, pneumonia e alergias respiratórias também podem começar com sintomas semelhantes.

Por isso, a especialista alerta que tratar os sinais por conta própria pode dificultar a identificação da causa real do problema. "Muitas pessoas acreditam que sintomas respiratórios são simples e acabam reutilizando receitas antigas ou seguindo indicações de conhecidos. O problema é que diferentes doenças podem apresentar sintomas parecidos, e o uso inadequado de medicamentos pode mascarar sinais importantes e agravar o quadro clínico", explica.

Entre os erros mais frequentes está o uso de antibióticos sem prescrição médica. O principal problema, conforma aponta a farmacêutica, é que esses medicamentos combatem bactérias, enquanto a maioria dos casos de gripe e resfriado é causada por vírus. Portanto, além de não acelerar a recuperação, o uso inadequado pode favorecer a resistência bacteriana, tornando futuras infecções mais difíceis de tratar e reduzindo a eficácia dos antibióticos.

Até remédios comuns exigem cuidados

Medicamentos vendidos livremente também merecem atenção. Analgésicos, antigripais e descongestionantes podem provocar efeitos adversos, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. De acordo com Nathalia Molina, esses produtos podem causar:

  • Aumento da pressão arterial;
  • Irritação e problemas gástricos;
  • Sonolência;
  • Reações alérgicas.

Como reduzir o risco de doenças no inverno

Além de evitar a automedicação, alguns hábitos simples ajudam a proteger o organismo durante os meses mais frios. Entre as principais recomendações estão manter uma boa hidratação, higienizar as mãos com frequência, evitar permanecer por longos períodos em ambientes fechados e pouco ventilados, e manter a vacinação em dia.

Em muitos casos, o organismo consegue combater infecções leves sem a necessidade de intervenções imediatas. Por isso, como resume a especialista, "observar o quadro e procurar atendimento quando os sintomas persistem ou se intensificam é a forma mais segura de cuidar da saúde."

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