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Amanda Ortiz, psicóloga, sobre a febre das oficinas de cerâmica: "Estamos fazendo algo prazeroso, mas também produtivo, e nosso cérebro adora isso."

Essa tendência já dura bastante tempo, o que é compreensível, considerando os benefícios que traz para o nosso cérebro.

16 set 2026 - 14h57
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Resumo
A febre das oficinas de cerâmica transcende a moda passageira e se consolida como um alívio ao estresse provocado pela hiperprodutividade contemporânea. Segundo a psicóloga clínica Amanda Ortiz, o sucesso dessas atividades manuais reside na capacidade de unir prazer e sensação de produtividade, um estímulo muito valorizado pelo cérebro humano. Assim, a prática vai além da simples confecção de peças, atuando como um refúgio terapêutico contra a ansiedade da rotina acelerada.
Xataka
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Foto: Minha Vida

A febre das oficinas de cerâmica e pintura já dura tempo suficiente para ser considerada mais do que uma moda passageira. Mas e se ela realmente tiver alguma utilidade prática capaz de cativar tantas pessoas que não apenas experimentam uma vez, mas frequentemente retornam? É evidente a sua relação com o capitalismo. Mas e se, além de ser apenas mais uma engrenagem na máquina, fosse uma forma de aliviar o estresse e a ansiedade gerados pela hiperprodutividade da sociedade capitalista em que vivemos?

A psicóloga clínica Amanda Ortiz Gabaldón explica que essa hipótese não está tão distante da realidade. Segundo ela, as oficinas podem oferecer benefícios que vão além da produção de uma peça de cerâmica.

Uma experiência em uma dessas oficinas ajuda a entender o fenômeno. Para quem sempre considerou os trabalhos manuais pouco atraentes, gastar 50 euros para produzir um vaso sem forma pode parecer pouco convidativo. A possibilidade de participar gratuitamente, porém, pode ser um incentivo para experimentar. Foi o que aconteceu quando o sítio arqueológico do Bairro Andaluz, em Almería, organizou uma oficina de cerâmica gratuita.

Os benefícios das oficinas de cerâmica

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