Alta nos casos de esporotricose acende alerta; saiba como proteger os gatos
A esporotricose é uma doença causada por fungos que afeta principalmente felinos, podendo provocar desde sintomas leves até o comprometimento de diferentes órgãos
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) emitiu um alerta sobre o aumento dos casos de esporotricose animal no estado. A doença, considerada uma zoonose de alto risco, afeta principalmente gatos, mas pode ser transmitida aos tutores.
Como proteger os pets da esporotricose?
Causada por fungos do gênero Sporothrix, a esporotricose é um tipo de micose subcutânea que impacta inicialmente a pele dos felinos. De acordo com a médica-veterinária do CRMV-SP, Carla Maria Figueiredo de Carvalho, em comunicado, a infecção ocorre após o contato com solo contaminado ou com outros animais doentes. Como consequência, na fase cutânea, o pet passa a apresentar feridas profundas e de difícil cicatrização.
A condição, no entanto, pode evoluir para o estágio linfocutâneo, que desencadeia a formação de nódulos. Já em quadros mais graves, quando a infecção se dissemina, o fungo pode atingir, por exemplo, o fígado e os pulmões, causando sintomas severos, como vômitos, sangramentos e diarreia. De acordo com especialistas, a busca por atendimento profissional logo nos primeiros sinais é fundamental para evitar a progressão da doença.
Também é importante manter o gato isolado, a fim de impedir o contágio de outros animais e de humanos. A recomendação vale principalmente para pets machos e não castrados, que tendem a se envolver em brigas, o que aumenta o risco de infecção. Caso o tutor apresente lesões, nódulos, úlceras ou feridas que não cicatrizam, a orientação é procurar auxílio médico.
Já para prevenir a enfermidade, profissionais recomendam restringir o acesso dos felinos à rua e evitar o contato com animais desconhecidos para prevenir a enfermidade. Outra orientação é manter o ambiente, especialmente o jardim, limpo e livre do acúmulo de madeira, onde o fungo costuma se alojar. A castração também ajuda a reduzir a tendência do pet a sair de casa, contribuindo ainda para a prevenção de outras doenças.
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