A Geração Z está tendo dificuldade em aceitar "ser adulto". E é normal que se sintam como crianças eternas
A tendência de adiar marcos importantes da vida adulta tornou-se uma realidade inevitável para muitos.
Meio século atrás, aos 21 anos, grande parte das pessoas já havia saído da casa dos pais, tinha um emprego e talvez até começado uma família. Hoje, muitos jovens nessa mesma idade tiveram apenas experiências profissionais temporárias, ainda estão estudando e enxergam a ideia de morar sozinhos como algo distante da realidade.
A Geração Z está adiando marcos importantes da vida, o que frequentemente leva esses jovens a serem rotulados como preguiçosos. Mas a realidade é que os 30 anos não se tornaram os novos 20 por capricho da juventude, e sim por causa de um contexto econômico e social que pressiona e sufoca essa geração, fazendo com que ela viva em um ritmo muito mais lento do que as anteriores.
Uma geração atrasada
De acordo com o último relatório do Conselho da Juventude Espanhol (CJE), a idade média de emancipação dos jovens espanhóis é de 30,4 anos — o valor mais alto em 20 anos e um dos maiores da Europa. Os pais dessa geração, nessa mesma idade, muitas vezes já haviam comprado a primeira casa, tinham filhos e um emprego estável. Hoje, os jovens entram mais tarde no mercado de trabalho, registrando-se na seguridade social aos 22 anos, segundo dados do INE. Além disso, muitos conhecem algum baby boomer que começou a trabalhar antes mesmo dos 15 anos.
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