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A coluna pede atenção!

Os motivos das dores incluem má postura, sedentarismo e sobrecarga; saiba como se cuidar

9 fev 2026 - 08h03
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Região é a mais afetada por dores entre os adolescentes e jovens adultos

Uma pesquisa recente acende um alerta para os pais de jovens e adolescentes: 51% das pessoas nessa

Foto: Revista Malu

faixa etária têm sofrido com dores na coluna. Um dos levantamentos mais completos feitos aqui no Brasil, o estudo Prevalence of Disabling Musculoskeletal Pain in Children and Adolescents (2024), realizado com 2.688 participantes, identificou que 27,1% das crianças e adolescentes apresentavam dor musculoesquelética incapacitante no mês anterior. A coluna foi a região mais afetada, relatada por 51,8% dos avaliados.

O motivo? Uma combinação de hábitos errados: longas horas em frente a telas, redução da atividade física e sobrecarga emocional. Tudo isso tem contribuído para criar um cenário que favorece o surgimento de incômodos e dores cada vez mais cedo. "A coluna não foi feita para o estilo de vida que estamos impondo a ela. Nunca vimos uma geração tão conectada e, ao mesmo tempo, tão parada", comenta o quiropraxista Wolney Haas, CEO e fundador da Sou Coluna.

Dor na coluna não é normal!

Seja para estudar ou para momentos de lazer, é mais do que comum que os jovens passem horas a fio sentados, curvados, tendo pouca variação de movimento e quase nenhum preparo físico. "A coluna jovem é forte, mas ainda está em fase de desenvolvimento. Quando cresce sob sobrecargas inadequadas de mochilas pesadas, uso excessivo do celular no colo, sofá transformado em escritório, a dor surge como um sinal de alerta", aponta o profissional. Segundo ele, esses primeiros sinais costumam ser ignorados e tratados como algo "normal da idade". O que é uma mentira, afinal, nenhuma dor pode ser con- siderada normal. "Quando a dor aparece cedo e se repete, deixa de ser um incômodo passageiro e passa a se tornar um padrão, que tende a acompanhar esse jovem na vida adulta", alerta mais uma vez o especialista.

Wolney reforça que ignorar o quadro é o mesmo que normalizar o sofrimento, pois, quando não tratada, a dor "ensina" ao corpo que ele deve funcionar de forma inadequada, o que cria padrões errados de movimento e compensação. "Isso afeta não apenas o corpo, mas também a autoestima, o humor e o desempenho do adolescente", aponta. "É preciso corrigir antes que o problema se torne mais complexo", reforça.

"Coluna não foi feita para descanso prolongado. Foi feita para o movimento. A falta de movimento enfraquece os músculos profundos responsáveis pela sustentação da coluna."

Interrompa o padrão

Há ainda um outro eletrônico que pode estar agravando a situação: o celular. Mas o vilão, neste caso, não é o aparelho em si, e sim a forma como ele é utilizado. "O erro postural mais prejudicial é a projeção da cabeça para frente. Cada centímetro que ela avança dobra a carga sobre a coluna cervical, sobrecarregando músculos, articulações e nervos", descreve o quiropraxista. "É como sustentar um peso o dia inteiro sem perceber", completa. Esse chamado "padrão postural", de acordo com ele, gera dores no pescoço, nos ombros e na cabeça, além de tensão constante e até dificuldade de concentração.

Dito isso, é fundamental pontuar que o corpo aprende aquilo que a gente repete. Ou seja, a presença de dor recorrente na adolescência aumenta significativamente o risco de dor crônica na vida adulta, não por algum fator genético, mas por adaptações inadequadas do corpo mantidas ao longo do tempo. "Quando não há intervenção, o cérebro passa a interpretar a dor como algo normal", discorre Wolney.

Quando tomar atitude para cuidar da coluna?

Ao notar dor, a solução começa pela consciência corporal: ajuste da altura das telas, pausas frequentes ao longo do dia e fortalecimento específico da musculatura de suporte. Segundo o quiropraxista, pequenas decisões diárias geram grandes resultados, como:

  • Pausas de 30 segundos em pé a cada 30 a 40 minutos sentado;
  • Ajuste correto da altura da tela e do peso e da posição da mochila;
  • Fortalecimento da musculatura da coluna;
  • Alongamentos simples realizados com frequência;
  • Sono de qualidade em posição adequada.

Apesar dos ajustes feitos feitos em casa, lembre-se de não considerar normal nenhuma dor ou incômodo. Mesmo que ela suma e apareça periodicamente, a avaliação profissional precisa ser feita para garantir orientações personalizadas baseadas na rotina e nas atividades diárias, que fazem toda a diferença. "A tecnologia faz parte da vida. A dor não precisa fazer parte dela, pois não é algo para se acostumar e sim para se resolver", indica Wolney.

Por fim, lembre-se de que o importante não é fazer mais, e sim fazer o melhor possível. "O melhor exercício é aquele que o corpo consegue sustentar", enfatiza o profissional, que ainda pontua que a recomendação é clara e acessível: pelo menos 150 minutos por semana de atividade física moderada ou cerca de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana. "Atividades indicadas incluem caminhada ativa, treinamento funcional, esportes recreativos e exercícios de mobilidade e força", indica.

"A coluna não precisa de extremos. O exagero sem preparo machuca, e a ausência de movimento enfraquece. Ela precisa de movimento regular e bem orientado."

Revista Malu Revista Malu
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