10 autoras brasileiras para conhecer em 2026
Mulheres que transformam experiências em inspiração
Nas indicações abaixo, você descobre novas histórias e diversifica a meta de leitura deste ano com autoras mulheres
Se você costuma fazer listas com as metas de leitura do ano, esta lista apresenta obras literárias para você conhecer dez autoras femininas e incentivar a literatura brasileira.
Para quem gosta de narrativas profundas, que dialogam com os diferentes contextos de vida das mulheres, os livros indicados trazem debates sobre reconstrução do passado, feridas de traumas, ressignificação da própria imagem, racismo e formação de vínculos. Confira:
Por quê? De vítima a vencedora
Lourdes Thomé constrói um romance dramático sobre uma mulher que tenta compreender os acontecimentos que moldaram sua vida. Marcada por violências, a personagem Cristine atravessa deslocamentos afetivos e geográficos em busca de um futuro diferente daquele que lhe foi imposto. A narrativa acompanha seu amadurecimento e questiona até que ponto o destino pode ser ressignificado.
Quatorze: Gerações Conectadas
Na ficção de Flavia de Assis e Souza, passado e futuro se entrelaçam por meio da trajetória de um jovem empreendedor influenciado pelo legado do avô, pesquisador do Vale do Silício. A obra propõe reflexões sobre inovação, memória e o impacto da inteligência artificial na percepção do tempo. É um arco que atravessa décadas, o romance investiga o sentido de progresso para além do avanço tecnológico.
Atequenfim: o despertar de uma caixa cor-de-rosa
Paula Mazzola apresenta uma história fantástica em que uma garota se vê transformada em lagarta e passa a observar o mundo a partir do ponto de vista da natureza. Ao conviver com insetos e pequenos animais, a protagonista compreende como o equilíbrio do planeta depende de relações invisíveis e delicadas. O livro traduz temas ambientais em uma narrativa sensível e repleta de simbolismos.
Quando o Processo Me Pegou Pelo Braço — Com Licença, Estou Me Reencontrando
Tati Riceli transforma sua vivência pessoal em um relato sobre reaprender a viver dentro do próprio corpo após a cirurgia bariátrica. Ao revisitar memórias e processos internos, a autora narra um caminho de reconciliação consigo mesma, marcado por pausas e momentos de escuta. A obra convida o leitor a enxergar o autoconhecimento como um percurso contínuo, feito de transformações silenciosas.
Furei a Bolha
Thaís Borges narra sua jornada como uma mulher preta, nascida na periferia, que desafiou as expectativas e superou obstáculos aparentemente intransponíveis. Com coragem, determinação e uma mente aberta, ela criou oportunidades onde antes não havia esperança. A obra, publicada pela Trend Editora, mostra luta contra o preconceito, batalhas internas de aceitação e a ascensão no mundo dos negócios, lugar predominantemente masculino. Thaís revela que furar a bolha é possível para todas que conseguirem mudar sua programação mental e acreditar em seu próprio potencial.
Filosofia com aroma de café: reflexões de mãe e filha
Neste encontro entre gerações, ideias e afetos, Lúcia Helena Galvão e Isabella Galvão embarcam em uma jornada filosófica que nasce do cotidiano, como o cheiro do café nas primeiras horas do dia. Intercalando textos que se entrelaçam em harmonia, compartilham reflexões de momentos simples, mas cheios de significado entre mãe e filha. Publicada pela Hanoi Editora, a obra é para quem busca mais do que respostas, oferecendo companhia, escuta e inspiração.
Memórias de um passado
Em "Memórias de um Passado", Nanda Raupp narra, com delicadeza e coragem, as marcas invisíveis deixadas pelo trauma e pela violência, percorrendo silêncios, lembranças fragmentadas e processos de reconstrução. Mais do que um relato de dor, o livro revela a força da sobrevivência e a possibilidade de reencontro consigo mesma ao escolher seguir vivendo.
Me escuta? - Porque toda criança merece ser escutada, inclusive a que vive em você
Neste livro sensível e profundo, a educadora Thelma Nascimento convida adultos a escutar verdadeiramente as crianças, inclusive a criança interior que todos carregam. A partir de histórias reais e práticas de escuta, a obra revela sentimentos que muitas vezes passam despercebidos. O foco está na construção de vínculos seguros, presença e acolhimento emocional. Uma leitura para transformar relações familiares. Porque escutar também é cuidar.
O Mundo de Lila (Parte 1)
No romance de Adriana Sacchi, Lila é uma personagem forte não por negar a dor, mas por aprender a habitá-la com imaginação e consciência. Já adulta, ela continua a acessar o chalé que criou na infância, um espaço simbólico onde reelabora vínculos, perdas e afetos. Vivendo entre o mundo concreto e a fantasia que sustenta, Lila afirma uma forma de força tipicamente feminina: a de quem constrói sentido a partir da própria experiência, questionando os limites entre realidade e invenção sem abrir mão de si mesma.