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Casal de ambientalistas é ameaçado por caçador em mata de SC

6 ago 2013 - 20h24
(atualizado às 20h24)
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Um casal de ambientalistas foi vítima de agressão por um caçador em Atalanta (SC) no domingo. Segundo os dois, eles passeavam na mata próxima de sua casa com a filha, quando um homem saiu dos arbustos apontando uma arma para um deles. Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi).

Wigold B. Schaffer e Miriam Prochnow são conselheiros da Apremavi. O casal voltou para Santa Catarina após 14 anos de atuação em Brasília - ele no Ministério do Meio Ambiente, e ela com ONGs e associações de âmbito nacional.

No último domingo, eles passeavam com a filha na mata próxima de sua casa quando o homem apareceu. “Ao perceber algo se movimentando atrás de uns palmiteiros jovens inicialmente pensei tratar-se de algum animal e comecei a fotografar, segundos depois surge o caçador vindo em minha direção com o dedo no gatilho e a arma apontada diretamente para mim”, relata Wigold. A mulher e a filha estavam a cerca de 50 metros.

O ambientalista afirma que continuou fotografando e gritou por socorro. “O agressor não parou, veio direto em minha direção com a arma apontada, até quase encostar o cano em meu rosto, aí ele tentou arrancar a câmera fotográfica de minhas mãos, nesse momento, num gesto de desespero e reflexo segurei o cano da arma e o desviei do meu corpo, foi quando ele puxou o gatilho e atirou, o tiro passou muito perto do meu peito”, diz.

Wigold continuou segurando o cano para evitar que o agressor mirasse nele. Conforme o relato do ambientalista, como o caçador não conseguiu, ele começou a agredir, primeiramente com chutes, depois com coronhadas e com a câmera fotográfica, que se partiu. Ele foi atingido na mão, de raspão, por um disparo.

“Enquanto me aproximava fui tirando fotos para registrar a agressão e ao mesmo tempo reconheci o agressor e o chamei pelo nome”, relata Miriam, afirmando que pediu para que a filha voltasse para casa e chamasse a polícia. O caçador foi à mulher e tentou tirar a câmera dela. 

O casal afirma que ficou sob a mira da arma por mais de 20 minutos e o agressor somente fugiu quando Miriam disse que a polícia já deveria estar chegando. Eles denunciaram o caso às polícias Militar e Civil e ao Ministério Público Estadual e também ao Federal. A caça é proibida e a associação afirma que deve começar uma campanha contra a prática, junto com outras instituições, para animais sejam soltos e armas apreendidas.

Fonte: Terra
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