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Aluguel de caixas pode tornar sua mudança mais sustentável

15 out 2012 - 10h49
(atualizado às 11h08)
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Sabrina Bevilacqua
Direto de São Paulo

Um novo sistema de aluguel de caixas de plástico pode tornar a sua mudança mais prática e sustentável. Além de mais resistentes e higiênicas, elas podem ser reutilizadas por até 400 vezes, evitando o uso de papelão.

A ideia surgiu nos Estados Unidos há cerca de oito anos e acaba de chegar ao Brasil. Na tentativa de reduzir o uso das cerca de 140 mil toneladas de caixas de papelão utilizadas para o transporte durante as mudanças, a Mude Verde trouxe o sistema para o País. "Todo esse papelão vai ser usado por dois dias e depois descartado. Para um uso tão curto como o da mudança o melhor é melhor explorar o R do reutilizar", explica o diretor da Mude Verde, Sérgio Viriato.

As caixas de plástico são entregues no endereço que o cliente escolher. Na data combinada, a Mude Verde faz a retirada no novo local. Antes de alugar as caixas para o próximo cliente, elas são higienizadas. A locação de uma caixa como esta por sete dias custa cerca de R$ 4,30 - dependendo da quantidade. Segundo Viriato, é a metade do preço de uma caixa de papelão nova.

Viriato argumenta que, assim como as caixas de papelão, as de plástico também podem ser feitas de materiais reciclados e são recicláveis. Ele diz que a primeira leva de caixas não foi produzida a partir da reciclagem, mas que a empresa já está montando um sistema de coleta dos materiais necessários para o processo de fabricação de novas caixas e as caixas antigas também deverão ser transformadas em novas.

As caixas de plástico têm mais ou menos o mesmo tamanho de uma caixa de papelão. Mas, por serem feitas de um material mais resistente, aguentam até 30 quilos, o que facilita na hora do transporte. "Além utilizar menos caixas, o consumidor pode empilhá-las com segurança. E ainda não há o trabalho de montar e fechar com fita adesiva", destaca Viriato.

A reutilização de caixas de papelão usadas em supermercados e outros tipos de comércio é muito comum, mas nem sempre é uma boa opção para fazer mudanças, alerta Viriato. Ele chama a atenção para o fato de que esse tipo de caixa além de ter não ter espessura adequada - o que atrapalha segurança e faz com que a pessoa tenha de utilizar mais caixas, pois elas não aguentam muito peso -, elas podem ter problemas de higiene. Dependendo do que foi transportado antes, pode conter resíduos de produtos químicos ou comida.

Inicialmente a empresa vai operar no Rio e em São Paulo mas, nos próximos três anos tem planos de funcionar em outras seis capitais. De acordo com a empresa, neste primeiro ano de atuação, a expectativa é de realizar 5 mil mudanças. A aposta é de que depois de ter operações nas oito capitais, o número suba para 50 mil. Para Viriato, o segredo é apostar em algo sustentável e que não pese no bolso do consumidor, ao contrário de outros produtos que são ambientalmente responsáveis e mais caros.

Fonte: DiárioNet DiárioNet
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