Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ministro irmão de governador do Pará defende COP em Belém: 'Mostrar realidade de cidade amazônica'

Jader Filho, ministro das Cidades, disse que solução para os problemas denunciados pelas delegações será encontrada até a abertura do evento; associação de hotéis afirma que quartos estão reservados para delegações

1 ago 2025 - 15h57
(atualizado às 22h01)
Compartilhar
Exibir comentários

O ministro das Cidades, Jader Filho, disse, nesta sexta-feira, 1º, que não há possibilidade de a COP-30 não ser sediada em Belém. A capital paraense é alvo de ressalvas de nações participantes devido a entraves na alocação das autoridades no sistema hoteleiro da cidade.

"Eu não acredito que haja nenhuma possibilidade (de a COP-30 não ser sediada em Belém). Eu acho que o presidente Lula, quando ele escolheu Belém como a sede da COP-30, tinha uma intenção. A intenção era a de mostrar para o mundo como é a realidade de uma cidade amazônica", declarou Jader.

O ministro das Cidades, Jader Filho, entre o governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de divulgação dos investimentos do governo federal para a COP-30 no início do ano.
O ministro das Cidades, Jader Filho, entre o governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de divulgação dos investimentos do governo federal para a COP-30 no início do ano.
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República / Estadão

Um documento enviado ao presidente da COP-30, embaixador André Correa do Lago, por 29 delegações que devem ir à COP-30, pede a mudança de sede do evento caso não haja a garantia de acomodações adequadas e acessíveis aos participantes na capital do Pará.

Os países expressam preocupação com a "persistente ausência de acomodação adequada e acessível" e a "falta de clareza de que isso seja resolvido a tempo". Dizem que isso afeta negociadores, observadores, empresas e representantes de povos indígenas, com número "altamente incomum" de delegações ainda sem lugar.

Segundo Jader, uma solução para os problemas denunciados pelas delegações será encontrada até a abertura do evento, marcado para o dia 10 de novembro. O ministro afirmou que haverá uma parceria do governo federal com o governo do Pará, comandado por Helder Barbalho, irmão do chefe das Cidades.

"Eu acredito que essa questão das hotelarias, seja através do governo do Estado, seja do governo federal, nós vamos encontrar uma solução relacionada a isso e a COP vai ser em Belém em novembro deste ano", disse Jader.

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Pará (ABIH-Pa) rebateu as declarações de André Lago, presidente da COP, referentes à disponibilidade e às tarifas de hospedagem para o evento a ser realizado em Belém. "É importante registrar que o embaixador encontra-se mal informado sobre o esforço do setor hoteleiro para atender às demandas apresentadas. No início de junho deste ano, a hotelaria de Belém foi oficialmente solicitada a disponibilizar 500 apartamentos destinados a delegações de países economicamente menos favorecidos, cujos custos são subsidiados pela ONU", disse a entidade, em nota.

"Cabe destacar que a atual dificuldade de organização das hospedagens não se deve aos hotéis, mas sim à ausência da plataforma oficial de hospedagem, prometida pela Secretaria da COP-30 desde o início do ano e até hoje não operacionalizada. Essa falha é o principal fator que tem prejudicado e tumultuado o processo de reservas."

O governo do Pará diz que vem adotando soluções para ampliar a oferta de hospedagem em Belém e na região metropolitana durante a COP-30. Além da rede hoteleira já existente, estão em construção novos hotéis, como o Vila COP, que contará com 405 leitos para delegados e líderes.

A União contratou ainda navios para hospedagem flutuante, e escolas da rede estadual estão sendo adaptadas no padrão hostel para receber visitantes.

Como o Estadão mostrou, algumas delegações internacionais já haviam oficialmente falado em redução das delegações, por causa dos custos. A hospedagens também foi alvo de uma série de questionamentos em comunicações oficiais entre representações diplomáticas.

Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade