Petro fala em negacionismo de esquerda e critica uso do petróleo
BRASILIA, 08 AGO - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez duras críticas à exploração de combustíveis fósseis durante discurso na Cúpula da Amazônia, que começou nesta terça-feira (8) em Belém, manifestando uma divergência com o anfitrião Luiz Inácio Lula da Silva.
A exploração de petróleo na floresta gera "um enorme conflito ético, sobretudo para forças progressistas que deveriam estar do lado da ciência", disse Petro em sua intervenção na cúpula da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (Otca).
"Os governos de direita têm um fácil escape, que é o negacionismo. Negam a ciência. Para os progressistas, é muito difícil. Gera então outro tipo de negacionismo: falar em transições", afirmou ele.
Petro fez referência ao frequente termo usado por governos para justificar a continuidade dos investimentos em energias de fontes fósseis. Sua posição parece mais próxima da defendida pela ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, do que a tese defendida por Lula.
O petista afirmou há uma semana que ainda sonha com a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, perto do estado de Amapá, após o Ibama ter negado o licenciamento solicitado pela Petrobras.
Além disso, Lula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendem a exploração na Margem Equatorial durante a "transição" para uma matriz de energia totalmente limpa. .
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