São Paulo envia 30 profissionais e 11 mil litros de retardante para combater incêndios no Amazonas
Força-tarefa embarcou de Campinas neste domingo, 11, com bombeiros, agentes da Defesa Civil e equipamentos para reforçar operações no estado
O governo de São Paulo enviou 30 profissionais, 11 mil litros de retardante de incêndio e equipamentos especializados para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas neste domingo, 11. A força-tarefa partiu do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior paulista, em meio à situação de emergência provocada pelo avanço das chamas em 36 municípios amazonenses.
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A operação reúne 25 integrantes do Corpo de Bombeiros e cinco profissionais da Defesa Civil estadual. Os equipamentos embarcaram às 11h, enquanto o deslocamento dos agentes estava previsto para as 13h, com destino a Manaus. O transporte foi realizado gratuitamente pela Azul Linhas Aéreas. A previsão é de que os profissionais desembarquem em Manaus por volta das 16h deste domingo.
Entre os materiais enviados estão quatro cisternas, com capacidade conjunta de 24 mil litros de água, drones com câmeras térmicas, bombas costais, estações de energia, placas solares e equipamentos de internet via satélite.
Os recursos serão utilizados principalmente em áreas de difícil acesso, para combater as chamas, conter a propagação do fogo e proteger regiões ameaçadas. As cisternas também permitirão o abastecimento de equipes que atuam em solo e com helicópteros, reduzindo a necessidade de deslocamentos para buscar água.
Serão enviados também cerca de 11 mil litros de retardante de incêndio, produto que potencializa a ação da água e ajuda a impedir que a vegetação volte a pegar fogo após o controle das chamas.
O envio de novos profissionais e equipamentos dependerá das necessidades da operação.
Amazonas tem 36 municípios em situação de emergência
O reforço paulista ocorre um dia depois de o governo do Amazonas decretar situação de emergência em 36 municípios devido aos incêndios florestais. A medida, assinada no sábado, 10, pelo governador Roberto Cidade (União Brasil), recebeu reconhecimento do governo federal no mesmo dia, permitindo a liberação de recursos para enfrentar a crise.
Os incêndios também têm provocado problemas na qualidade do ar. Na sexta-feira, 9, uma camada de fumaça voltou a encobrir Manaus e outras cidades amazonenses. No dia anterior, a capital havia registrado a pior qualidade do ar do Brasil, segundo a plataforma internacional de monitoramento IQAir.
A situação é agravada pela estiagem que atinge a região. Em setembro, o governo federal já havia reconhecido situação de emergência em Atalaia do Norte e Eirunepé, municípios amazonenses afetados pela falta de chuvas.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) extinguiu 229 incêndios no Amazonas desde o início da temporada e, até sexta-feira, 9, atuava no combate a outros 20.
O governo federal também mobilizou 290 brigadistas e seis aeronaves, sendo quatro aviões e dois helicópteros. Outros dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira tinham chegada prevista para este domingo, com início das operações nesta segunda-feira, 12.
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