Pesquisa aponta gengibre que combate câncer
Inpa patenteia processo que permite extração de produto da planta com grau de pureza de 97,95%
Estudo realizado no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) mostra que o composto denominado Zerumbona, extraído de um tipo de gengibre, o Zingiber Zerumbet, também conhecido como gengibre amargo, é mais potente do que os remédios alopáticos utilizados no tratamento do câncer.
O coordenador de Pesquisas em Produtos Naturais, Carlos Cleomir, explica que a planta foi encontrada na área rural de Manaus e era usada por moradores para ornamentação. No Japão, esse tipo de gengibre é consumido na alimentação e usado no tratamento de câncer.
Existem várias patentes semelhantes desse composto, mas após a descoberta dele no Amazoans, foi encontrada uma nova fórmula para extração do produto, por meio de óleos essenciais, que resulta em um grau de pureza de 97,95%. O processo foi patenteado pelo Inpa. ¿Encontramos outras propriedades farmacológicas que ainda não foram estudadas, o que favorece ainda mais nossa pesquisa¿, afirma. Os estudos realizados no Inpa têm mais de 15 anos.
De acordo com Cleomir, a espécie pode ter chegado à Amazônia a milênios, com as embarcações que passaram pela região. ¿Descobri que existia essa espécie no Amazonas depois de muitas pesquisas bibliográficas¿, afirma.
Já existem várias empresas interessadas em colocar o produto no mercado. A comercialização do composto extraído do gengibre deve ocorrer em até dois anos. ¿Esse remédio será de grande importância para a sociedade, pois além de ser um forte aliado no tratamento do câncer, também pode ser usado para tratar leucemia¿, afirma Cleomir.