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Apenas sete países estão com qualidade do ar dentro do recomendado pela OMS

Organização aponta que a poluição do ar é responsável por cerca de 7 milhões de mortes prematuras anualmente

5 abr 2024 - 05h00
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Resumo
Segundo um relatório da IQAir, em 2023 apenas sete dos 134 países e territórios do mundo atingiram os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) para qualidade do ar.
Poluição do ar atinge níveis alarmantes em Nova Déli, capital da Índia
Poluição do ar atinge níveis alarmantes em Nova Déli, capital da Índia
Foto: Sajjad Hussain/AFP

De uma lista com 134 países e territórios, apenas sete atingiram os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS) para qualidade do ar no ano passado. A informação alarmante integra o sexto Relatório Anual Mundial sobre a Qualidade do Ar realizado por pesquisadores da IQAir.

Para a análise, a instituição suíça considerou a poluição de material particulado fino, ou PM2,5, que consiste em partículas sólidas com menos de 2,5 micrômetros. Com tamanho microscópico, esse tipo de material pode entrar nas vias respiratórias e na corrente sanguínea, levando a 7 milhões de mortes prematuras em todo o mundo, conforme a OMS.

Além dos riscos diretos para a saúde humana, o nível acima do recomendado da partícula no ar pode implicar em processos ambientais complexos afetados pelo clima, como alterações climáticas, efeito estufa.

Os países que atenderam as diretrizes da OMS representam apenas 9%, entre eles estão Austrália, Finlândia, Estônia, Granada, Islândia, Ilhas Maurício e Nova Zelândia. 

Mais poluídos

O relatório ainda apontou os países com os piores índices de poluição, sendo:

  • Bangladesh (79,9 µg/m3) - mais de 15 vezes superior à diretriz anual PM2,5 da OMS;
  • Paquistão (73,7 µg/m3) - mais de 14 vezes superior; 
  • Índia (54,4 µg/m3) - mais de dez vezes superior;
  • Tajiquistão (49,0 µg/m3) - mais de nove vezes superior;
  • Burkina Faso (46,6 µg/m3) - mais de nove vezes superior.

Entre as causas da poluição nessas regiões, os especialistas apontaram o tráfego de veículos, emissões de carvão e industriais, especialmente de fornos de tijolos.

O relatório também trouxe um fato inédito no Canadá. Pela primeira vez, o país teve uma piora na qualidade do ar devido à ocorrência de incêndios florestais em 2023.

Já a China, que obteve algumas melhorias no período da pandemia de covid-19, voltou a aumentar os níveis de PM2,5 em 6,5%. Pequim registrou um aumento de 14%, por exemplo.

Nos Estados Unidos, também foi observado uma quantidade significativa de poluição do ar em cidades no Meio-Oeste e nos estados do Atlântico Médio.

Redução

Em 2021, a OMS reduziu o número de partículas de PM2,5 para cinco microgramas por metro cúbico em busca de um nível considerado seguro. Após a mudança, mesmo com uma tendência de melhora, diversos países não alcançaram uma boa qualificação.

Ainda segundo o relatório, os dados foram agregados da distribuição global de mais de 30 mil estações reguladoras de monitoramento da qualidade do ar e sensores de qualidade do ar, distribuídos por 7.812 locais, de baixo custo operados por instituições de pesquisa, órgãos governamentais, universidades e instituições educacionais, organizações não governamentais sem fins lucrativos, empresas privadas e cientistas. 

Cenário brasileiro

Algumas cidades brasileiras também enfrentam uma situação alarmante em relação à poluição do ar, conforme o mapa interativo do IQAir, que classifica as concentrações médias anuais de PM2,5.

Entre os municípios do País com as piores condições, que excedem entre três e cinco vezes o índice da OMS, estão: Osasco, São Paulo (19,4 µg/m3); Manaus, Amazonas (16,8 µg/m3); Camaçari, Bahia (16,2 µg/m3); Guarulhos, São Paulo (16,0 µg/m3); Rio Claro, São Paulo (15,5 µg/m3); e Cubatão, São Paulo (15,4 µg/m3).

Já entre os municípios que estão com as melhores condições destacam-se: Fortaleza, Ceará (3,4 µg/m3); Brasília, Distrito Federal (6,8 µg/m3); Guarapari, Espírito Santo (7,0 µg/m3); e Macapá, Amapá (8,5 µg/m3).

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Fonte: Redação Terra
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