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Mangueira e eucalipto: por que evitar essas árvores perto da sua casa

Plantar árvores em quintais é um hábito comum. Nesse aspecto, entre as opções mais comuns estão a mangueira e o eucalipto, mas há riscos. Entenda por que estas duas árvores podem trazer problemas.

6 jan 2026 - 17h33
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Plantar árvores em quintais é um hábito comum em muitas regiões do Brasil. Afinal, a prática ajuda a refrescar o ambiente, cria sombra e melhora a paisagem. No entanto, a escolha da espécie faz diferença direta na segurança, na estrutura da casa e até na convivência com os vizinhos. Nesse aspecto, entre as opções mais comuns estão a mangueira e o eucalipto. Porém, essas árvores nem sempre são adequadas para áreas residenciais pequenas ou muito próximas a construções.

Em imóveis urbanos, onde os terrenos costumam ser limitados, o crescimento exagerado de raízes e copas pode gerar problemas que vão muito além da queda de folhas ou frutas no chão. Fissuras em muros, infiltrações em calçadas, risco de queda de galhos e até danos em redes elétricas entram na lista de situações que podem surgir com o passar dos anos. Por isso, a decisão de plantar uma mangueira ou um eucalipto perto da casa precisa levar em conta o porte, o comportamento das raízes e o espaço disponível.

Mangas maduras caem com frequência, atraindo insetos, podendo causar escorregões e gerando acúmulo de resíduos orgânicos se não houver limpeza constante – depositphotos.com / jack520429@gmail.com
Mangas maduras caem com frequência, atraindo insetos, podendo causar escorregões e gerando acúmulo de resíduos orgânicos se não houver limpeza constante – depositphotos.com / jack520429@gmail.com
Foto: Giro 10

Por que mangueira no quintal pode virar problema?

A mangueira é uma árvore frutífera de grande porte, que pode ultrapassar facilmente 10 metros de altura em condições favoráveis. Assim, em quintais pequenos, esse crescimento robusto impacta diretamente o entorno. As raízes buscam água e nutrientes e, com o tempo, podem empurrar pisos, rachar calçadas e alcançar tubulações de água e esgoto, causando entupimentos e vazamentos difíceis de localizar. Além disso, a copa densa lança sombra intensa sobre telhados e áreas de circulação, interferindo na ventilação e incidência de luz natural.

Outro ponto relevante é a queda de frutos. Mangas maduras caem com frequência, atraindo insetos, podendo causar escorregões e gerando acúmulo de resíduos orgânicos se não houver limpeza constante. Em períodos de safra, o peso dos galhos carregados também aumenta. Ademais, em dias de chuva forte ou ventania, esses galhos podem se romper e atingir telhados, veículos e até pessoas. Por fim, em bairros com fiação aérea, a mangueira ainda pode se aproximar dos cabos, oferecendo risco de curto-circuito ou interrupção de energia.

Para quem convive em áreas geminadas ou com casas muito próximas, a presença da mangueira em um terreno pode causar impactos diretos no imóvel vizinho. Afinal, raízes atravessam divisas, folhas e frutos caem em outros quintais, e a sombra permanente pode afetar áreas de lazer, jardins e até sistemas de energia solar com instalação recente, cada vez mais comuns em 2025. Portanto, esses fatores costumam gerar conflitos de vizinhança e, em alguns casos, até demandas judiciais, quando há danos estruturais comprovados.

Eucalipto perto da casa: quais são os riscos principais?

O eucalipto é uma árvore conhecida pelo crescimento rápido e pela altura impressionante, podendo atingir mais de 20 metros em determinadas espécies. Em áreas de produção florestal, esse comportamento é vantajoso, mas em quintais residenciais o porte elevado representa um risco. Com o tempo, o tronco fino em relação à altura pode ficar mais vulnerável a ventos fortes, aumentando a possibilidade de tombamento parcial ou total em tempestades, algo relevante em cidades que registram eventos climáticos mais intensos nos últimos anos.

As raízes do eucalipto também chamam atenção. Embora muitas variedades tenham raízes profundas, a busca por água pode alcançar fundações de casas, cisternas, fossas sépticas e canos enterrados. Em regiões com solo mais raso, as raízes superficiais podem levantar pisos e calçadas. Além disso, trata-se de uma espécie que consome grande quantidade de água, o que pode alterar a umidade do solo ao redor. Em terrenos pequenos, isso interfere em outras plantas e pode contribuir para ressecamento de áreas ajardinadas.

Outro aspecto frequentemente mencionado é o comportamento do eucalipto em situações de incêndio. Por ter folhas e cascas com alta quantidade de óleo, a árvore queima com facilidade e ajuda a espalhar chamas, o que é um ponto de atenção em bairros com casas muito próximas ou construções com materiais inflamáveis. Mesmo sem incêndio, a queda de cascas, folhas secas e gravetos cria um volume constante de resíduos, exigindo manutenção regular para manter calçadas e telhados limpos.

Quais problemas estruturais e legais podem surgir?

Quando mangueiras e eucaliptos são plantados muito perto de casas, muros ou redes aéreas, surgem três grupos principais de preocupações: estruturais, de segurança e legais. No campo estrutural, as raízes podem comprometer fundações, rachar paredes e deslocar pisos. Em construções antigas ou com fundações mais rasas, esse efeito tende a ser mais perceptível. Já a copa alta e pesada, típica das duas espécies, aumenta o risco de queda de galhos ou mesmo do tronco em tempestades.

Na parte de segurança, a fiação elétrica é um ponto crítico. Em muitas cidades brasileiras, boa parte da rede ainda é aérea. Copas que crescem sem poda podem encostar nos cabos, provocando curto-circuito, apagões e risco de choque. Há também a possibilidade de bloqueio de saídas de emergência, portões e garagens se algum galho cair em posição inadequada. Em dias de chuva, folhas e frutos podem entupir calhas e bueiros, contribuindo para infiltrações e alagamentos locais.

No campo legal, é comum que prefeituras tenham regras sobre arborização urbana. Algumas espécies são desaconselhadas ou até proibidas em calçadas e áreas muito próximas a construções, justamente pelo porte e comportamento das raízes. Em casos de danos a imóveis vizinhos ou ao patrimônio público, o responsável pela árvore pode ser cobrado pelo reparo. Quando há risco iminente de queda, órgãos municipais podem exigir poda drástica ou remoção, o que gera custos consideráveis, principalmente em árvores altas que exigem equipe especializada.

O eucalipto é uma árvore conhecida pelo crescimento rápido e pela altura impressionante, podendo atingir mais de 20 metros em determinadas espécies – depositphotos.com / sandwalker
O eucalipto é uma árvore conhecida pelo crescimento rápido e pela altura impressionante, podendo atingir mais de 20 metros em determinadas espécies – depositphotos.com / sandwalker
Foto: Giro 10

O que levar em conta antes de plantar uma árvore grande no quintal?

Antes de escolher entre uma mangueira, um eucalipto ou qualquer árvore de grande porte, alguns critérios ajudam a evitar problemas futuros. De forma geral, especialistas recomendam analisar o espaço disponível, a distância em relação à casa, muros e redes, além do tipo de solo. Em quintais pequenos, costuma ser mais adequado optar por espécies de menor porte ou por frutíferas enxertadas, que tendem a crescer menos e são mais fáceis de manejar.

  • Verificar o porte adulto da espécie - altura máxima, diâmetro da copa e extensão das raízes.
  • Respeitar distâncias mínimas - em geral, árvores grandes não devem ser plantadas coladas à casa ou ao muro.
  • Consultar normas municipais - algumas cidades possuem listas de espécies indicadas e não recomendadas para áreas urbanas.
  • Planejar a manutenção - podas periódicas, limpeza de folhas e manejo de frutos exigem tempo e, às vezes, contratação de serviço especializado.
  • Avaliar o impacto na vizinhança - sombra, queda de frutos e invasão de raízes podem atingir outros imóveis.

Para quem já tem uma mangueira ou um eucalipto grande no quintal, uma avaliação técnica feita por engenheiro agrônomo, biólogo ou empresa de arborização urbana ajuda a medir o risco e indicar se a árvore pode ser mantida com podas seguras ou se a remoção é a alternativa mais prudente. Em áreas residenciais apertadas, a tendência atual é priorizar espécies de médio e pequeno porte, que ofereçam sombra e, quando possível, frutos, mas sem comprometer a estrutura da casa e a segurança de quem convive ao redor.

Giro 10
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