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Ilhabela terá usina que transforma água do mar em potável; Sabesp irá investir R$ 56,4 mi

A previsão é que a obra, pioneira no estado de São Paulo, seja concluída em três anos

9 jun 2026 - 16h09
(atualizado às 16h46)
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Projeto deve ser entregue em 2029, beneficiando moradores e visitantes das regiões central e norte da ilha
Projeto deve ser entregue em 2029, beneficiando moradores e visitantes das regiões central e norte da ilha
Foto: Reprodução/Prefeitura de Ilhabela

Ilhabela irá receber a primeira usina do estado de São Paulo que transformará água do mar em água potável. Conforme anunciado pelo governo paulista nesta terça-feira, 9, o Sistema de Dessalinização para Abastecimento Público de Água na cidade do Litoral Norte deve ter as obras concluídas em três anos. O investimento será de R$ 56,4 milhões, feito pela Sabesp.

A região tem restrições para captação da água doce e atrai grande quantidade de turistas, principalmente durante o verão. Assim, reforçar o sistema de produção da água por meio do processo de dessalinização deve aumentar em 20% a oferta atual de água na região, pontua o governo de São Paulo.

A administração estadual explica que a obra compreende a implantação de sistemas de bombeamento, tubulações e reservatórios para todo o processo envolvendo captação no Ribeirão Água Branca, elevação, adução, reservação da água bruta, tratamento e reservação da água tratada, doce e potável. 

No momento, a Sabesp já trabalha com a captação de água em um trecho do Ribeirão Água Branca, porém onde a água ainda é doce. Já com o novo sistema o intuito é ampliar a captação para um trecho mais próximo do encontro com a água do mar, o que precisa da dessanilização -- processo que remove sal e outras impurezas da água salgada ou salobra, a tornando apropriada para consumo

Em Ilhabela, será usado como base uma tecnologia chamada osmose reversa. No caso, é aplicada uma alta pressão sobre a água salgada, a forçando a atravessar membranas semipermeáveis que retém os sais dissolvidos. 

Obra compreende a implantação de sistemas de bombeamento, tubulações e reservatórios, elevação, adução, reservação da água bruta, tratamento e reservação da água tratada, doce e potável
Obra compreende a implantação de sistemas de bombeamento, tubulações e reservatórios, elevação, adução, reservação da água bruta, tratamento e reservação da água tratada, doce e potável
Foto: Divulgação/Sabesp

Todo esse método, como explica Roberval Tavares, diretor de Engenharia e Inovação da Sabesp, tem vantagens: “Não depende das chuvas, garante previsibilidade na produção de água e pode ser implantada próxima a áreas urbanas, o que reforça a segurança hídrica”.

Por mais que essa seja a primeira iniciativa do tipo em São Paulo, não é a primeira no Brasil. No Nordeste, por exemplo, há casos como o Programa Água Doce, política pública do Governo Federal implantada no semiárido, e a usina Dessal Ceará, em Fortaleza, que garante o abastecimento na região metropolitana da capital cearense. No mundo, projetos de dessalinização em larga escala estão presentes em países como Israel, Arábia Saudita, Austrália e Espanha.

Mais investimentos

No Litoral Norte de São Paulo, não é apenas Ilhabela que tem investimentos previstos voltados a saneamento. De acordo com o governo paulista, Caraguatatuba, São Sebastião, Ubatuba – e também Ilhabela – receberão R$ 3,7 bilhões em investimentos da Sabesp até 2029 para ampliar os serviços e fortalecer a segurança hídrica da região.

Do total previsto, conforme descrevem, R$ 850,7 milhões foram aplicados desde o segundo semestre de 2024. Já outros R$ 2,8 bilhões devem ser investidos nos próximos anos em obras e melhorias operacionais que vão ampliar a capacidade dos sistemas e acelerar a universalização dos serviços. A ampliação de investimentos é vinculada ao novo contrato firmado pelo Governo de São Paulo após a desestatização da companhia.

Técnico da Águas do Rio é preso após atropelar cliente durante briga por corte de água:
Fonte: Portal Terra
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