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Homem morre após ser atingido por árvore durante ventania de 111 km/h no litoral de SP

Ventania provocou também queda de muros, árvores, telhas e até paralisou a operação do Porto de Santos

29 jul 2026 - 16h48
(atualizado às 17h48)
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Ventos superam 100 Km/h e assustam moradores e turistas no litoral de SP; vídeos mostram vendaval:

Um homem morreu no início da tarde desta quarta-feira, 29, depois de ser atingido por uma árvore que caiu em um canal de Santos, no litoral de São Paulo, devido a ventania de mais de 111 km/h. Os fortes ventos também ocasionaram na paralisação do Porto de Santos e também da travessias de balsas. 

Ao Terra, a Polícia Militar afirmou que foi acionada por volta das 13h16 na Avenida Almirante Cochrane, com a Avenida Mário Covas, no Estuário, para atender a ocorrência de encontro de cadáver. 

No local, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito de um homem, aparentemente em situação de rua, que teria sido atingido pela queda de uma árvore.A Guarda Civil Municipal prosseguiu com a ocorrência.

Ventos em Santos chegaram a mais de 110 km/h
Ventos em Santos chegaram a mais de 110 km/h
Foto:

A Defesa Civil do Estado havia enviado um alerta severo de rajadas de vento no litoral paulista por volta do mesmo horário. Conforme o órgão de Santos, a velocidade máxima das rajadas de vento foi de 111,8 km/h às 12h40. O pico das marés foi 1,64 metro, às 13h40.

Além da morte do homem, também foi registrada a queda do muro da Receita Federal, entre as ruas Aguiar de Andrade e Dona Adelina, no Paquetá, e também de telhas do ginásio do Centro Esportivo e Recreativo M Nascimento, no bairro Santa Maria, e tijolos do do teto da Casa da Frontaria Azulejada, no Centro. 

Houve ainda queda de telhas de imóveis da cidade, bem como de árvores em vários bairros, e de contêineres em um pátio localizado na Avenida Marginal da Via Anchieta, no Alemoa. 

Contêineres aparecem deslocados em porto, e muro desaba após ventania em Santos:

Porto parado

Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a navegação no estuário de Santos foi suspensa a partir das 12h45 min, devido aos ventos. Uma boia de sinalização do canal de navegação foi deslocada e a entrada e saída de cargueiros voltará a ser permitida após a recolocação da peça, que já está sendo providenciada pela APS.

Na área do Porto Organizado,  jurisdição da APS, houve a paralisação preventiva das operações na Ilha Barnabé, local especializado em granéis líquidos químicos e combustíveis, mas foi retomada às 14h10 min. Na região também houve queda de árvores, sendo uma de grande porte no terminal de granéis líquidos da Alemoa. Equipes da APS já estão no local para retirá-la. 

Em outras regiões

Ainda segundo a Defesa Civil Estadual, até as 13h10, as maiores rajadas registradas foram de 117 km/h em Taquarituba; 111 km/h em Itanhaém; 96,8 km/h em Itaporanga; 88,6 km/h em Itaberá; 83,7 km/h em Santos; 75,2 km/h em Queluz;  70,2 km/h em Registro; 60,8 km/h em Caraguatatuba; e 60,5 km/h em Arandu.

Contêineres foram derrubados por causa da ventania no Porto de Santos
Contêineres foram derrubados por causa da ventania no Porto de Santos
Foto:

"Os ventos que nós tínhamos previsto já chegaram. Já temos chamados de ocorrência para quedas de árvores e destelhamentos de imóveis. O Gabinete de Crise segue mobilizado. Seguimos reunidos e continuamos respondendo aos chamados", afirmou o porta-voz do órgão, Maxwel de Souza. 

Um gabinete de crise já havia sido montado pelo governo de São Paulo, na manhã desta quarta, para acompanhar a passagem da frente fria, prevista para chegar entre quarta e quinta-feira, 30. 

Além da ventania, a frente fria também pode provocar chuvas fortes em curto espaço de tempo, acompanhadas de descargas elétricas e queda de granizo, aumentando o risco de alagamentos e enxurradas, queda de árvores, destelhamentos, danos em estruturas vulneráveis, interrupções no fornecimento de energia elétrica e transtornos na mobilidade urbana. 

No litoral, o avanço do sistema também aumenta o risco de ressaca e agitação marítima, com possibilidade de impactos nas operações portuárias da Baixada Santista.

É recomendado que a população se mantenha longe de estruturas de metal, árvores e evite ficar em áreas abertas durante os temporais. Objetos soltos em quintais, varandas e áreas externas também devem ser recolhidos para que não sejam arremessados pelos ventos. 

Em caso de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. 

Fonte: Portal Terra
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