Greenpeace joga pedras de 2 toneladas no oceano e cria barreira de 116 km² com apoio de estrelas de Hollywood para proteger animais e barrar 37 mil horas de pesca predatória
Pedras foram lançadas para proteger animais marinhos da pesca de arrasto
O Greenpeace lançou blocos de pedra de até duas toneladas no Mar do Norte, criando uma barreira de 116 km² para barrar a pesca predatória de arrasto. A ação ocorreu em uma área de preservação na costa da Inglaterra e visa proteger o habitat marinho e a alimentação de espécies vulneráveis, especialmente a toninha-comum. As rochas formam obstáculos físicos que impedem a passagem de redes pesadas pelo leito oceânico, prática danosa que já acumulava mais de 37 mil horas de exploração na região.
Uma organização ambiental lançou pedras de até duas toneladas no fundo do Mar do Norte para criar uma barreira contra a pesca de arrasto. A operação foi realizada pelo Greenpeace próximo à costa da Inglaterra, em uma área marinha protegida que abriga populações de toninhas-comuns.
Segundo a organização, os blocos de pedra formam obstáculos no leito oceânico que dificultam a passagem das redes utilizadas nesse tipo de pesca. A estrutura abrange aproximadamente 116 quilômetros quadrados e busca proteger os habitats e os animais que vivem na região.
Barreira de pedras tenta impedir a pesca de arrasto
A intervenção aconteceu na Área Marinha Protegida do Sul do Mar do Norte, criada para ajudar a conservar as toninhas-comuns (Phocoena phocoena). Esses pequenos cetáceos, parentes de golfinhos e botos, dependem da região para encontrar alimento.
A pesca de arrasto pelo fundo utiliza redes pesadas que são puxadas pelo leito oceânico para capturar peixes e outros organismos. O método pode revolver e danificar habitats marinhos, além de reduzir a quantidade de presas disponíveis para as toninhas.
O ruído das embarcações e dos equipamentos também pode atrapalhar a capacidade desses animais de localizar alimento.
As pedras foram posicionadas no fundo do mar para funcionar como obstáculos físicos às redes. De acordo com o Greenpeace, a barreira impede a pesca de arrasto em uma área de 116 km², que a organização apelidou de "Parque Oceânico".
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