Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Brasil ocupa 4º lugar no mundo em poluição por bitucas em praias, aponta estudo

Levantamento mostra que algumas praias brasileiras têm até 40 vezes mais resíduos do que a média global

30 mar 2026 - 17h50
(atualizado às 19h54)
Compartilhar
Brasil ocupa 4º lugar no mundo em poluição por bitucas em praias, aponta estudo
Brasil ocupa 4º lugar no mundo em poluição por bitucas em praias, aponta estudo
Foto: Freepik

Praias brasileiras figuram entre as mais contaminadas do mundo por bitucas de cigarro, segundo um estudo publicado na revista científica Environmental Chemistry Letters. A pesquisa aponta que o Brasil ocupa a quarta posição no ranking global desse tipo de poluição, com índices que podem chegar a níveis muito superiores à média mundial.

O levantamento reuniu dados de 130 estudos de monitoramento realizados entre 2013 e 2024, em 55 países, abrangendo ambientes aquáticos e urbanos. Ao todo, foram identificados 17 países com concentração considerada crítica de filtros de cigarro, com predominância de registros em áreas de praia.

No cenário global, a média é de 0,24 bituca por metro quadrado. No entanto, em trechos do litoral brasileiro, esse número pode alcançar 8,85 bitucas por metro quadrado, o que é cerca de 40 vezes acima do padrão mundial.

Além da alta densidade, o impacto também se reflete na composição do lixo marinho. Em algumas praias do Brasil, as bitucas representam mais de dois terços dos resíduos coletados, chegando a 66,7% do total. Em comparação, esse tipo de material corresponde, em média, a cerca de 12% do lixo encontrado em praias ao redor do mundo.

Entre os pontos com maiores índices de contaminação estão a Praia de Boa Viagem, no Recife (PE), com 8,85 bitucas por metro quadrado; a Praia do Perequê, no Guarujá (SP), com 2,64/m²; Porto de Galinhas, em Ipojuca (PE), com 1,57/m²; e a Praia de Santa Cruz dos Navegantes, também no Guarujá (SP), com 1,04/m².

Os filtros de cigarro são o resíduo mais descartado no planeta, somando cerca de 4,5 trilhões de unidades por ano. Produzidos a partir de acetato de celulose, que é um tipo de plástico, eles podem permanecer no ambiente por décadas ou até séculos, segundo destaca a pesquisa.

Quando entram em contato com a água, essas bitucas liberam microplásticos e mais de 7.000 substâncias químicas, incluindo nicotina, metais pesados e compostos cancerígenos. O estudo aponta que uma única unidade pode contaminar mais de mil litros de água, com potencial para afetar toda a cadeia de organismos, de espécies menores a grandes predadores.

No ranking global, o Brasil aparece atrás de países como Irã, Chile e Tailândia. A lista inclui ainda Uruguai, Alemanha, Equador, Indonésia, Lituânia e Bangladesh entre os mais afetados.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores de instituições do Brasil, dos Estados Unidos e do Peru, incluindo a Universidade Federal de São Paulo, a Universidade Estadual Paulista, a Johns Hopkins University, a Universidad San Ignacio de Loyola e o Instituto Nacional de Câncer.

Fonte: Portal Terra
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra