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PGR pede a Moraes reforço de policiamento perto da casa de Bolsonaro

A PGR enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, parecer a favor do reforço de policiamento nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

26 ago 2025 - 17h27
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou, na segunda-feira, 25 de agosto, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parecer a favor do reforço de policiamento nas proximidades da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

Ex-presidente Bolsonaro.
Ex-presidente Bolsonaro.
Foto: Alan Santos/PR / Portal de Prefeitura

O parecer foi enviado após o ministro receber uma cópia do pedido inicial que foi enviado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Segundo o parlamentar, a medida é necessária para garantir a "aplicação da lei penal".

De acordo com PGR, a PF poderá aumentar a vigilância nas proximidades da residência de Bolsonaro.

"Parece ao Ministério Público Federal de bom alvitre que se recomende formalmente à polícia que destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas, adotando-se o cuidado de que não sejam intrusivas da esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de vizinhança", opinou a procuradoria.

Julgamento

Na próxima terça-feira, dia 2 de setembro, Bolsonaro e mais sete aliados, que são réus do núcleo 1 da trama golpista, serão julgados pela Primeira Turma da Corte.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde o início deste mês, com uso de tornozeleira eletrônica. A medida foi determinada após Alexandre de Moraes entender que o ex-presidente violou as medidas cautelares que proibiam postagens nas redes sociais de terceiros.

Na semana passada, em outra investigação, a PF descobriu que Bolsonaro tinha um documento de asilo político para ser apresentado ao presidente da Argentina, Javier Milei. Segundo a PF, o documento estava salvo no aparelho desde 2024. 

De acordo com a defesa, o documento era apenas um "rascunho", e a solicitação de asilo não ocorreu. Os advogados negaram ainda a tentativa de fuga do país.

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