Vereador do Recife vai recorrer de edital da UFPE por vagas de medicina destinadas ao MST
O vereador Tadeu Calheiros questionou, na Câmara Municipal do Recife, o edital para o curso de Medicina, em parceria com o (Pronera) e a UFPE.
O vereador Tadeu Calheiros (MDB) questionou, na reunião plenária realizada pela Câmara Municipal do Recife, na manhã desta segunda-feira (22), o edital para o curso de Medicina, em parceria com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
O edital, que se destina à turma de Medicina, no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), tem como critério educadores e educadoras cadastrados em reforma agrária.
"Que subjetividade! Quem são esses educadores? Não define o que é um educador para este programa. Parece estar selecionando pessoas para trazer seletivamente, sem estar pensando em outros segmentos da sociedade que poderiam estar dentro deste processo", afirmou o vereador.
Ele informou que vai dar entrada numa ação na Justiça Federal para que a UFPE reveja ou invalide o edital. Para o vereador, foi disponibilizado um prazo muito curto para que todos pudessem se inscrever.
"O edital foi lançado em 9 de setembro e as inscrições foram até o dia 20. Haverá o processo seletivo e em outubro, com um mês, já sai o resultado final. É inadmissível", criticou.
Outro vereador do Recife, Thiago Medina (PL), também questionou o certame e informou nesta semana que irá protocolar uma denúncia contra a universidade, alegando que a medida viola o princípio da isonomia e promove um privilégio com dinheiro público.
"É um absurdo utilizar recursos da União para criar vagas exclusivas para um movimento político e ideológico", afirmou o vereador em pronunciamento oficial. Medina também declarou que acionará o Ministério Público Federal (MPF) e poderá ingressar com ação judicial caso a UFPE mantenha a decisão.
A polêmica gira em torno do edital da nova turma de Medicina, que será ofertada no campus da universidade no Agreste pernambucano, em Caruaru.
Segundo o documento, os candidatos devem apresentar uma redação com temas relacionados à reforma agrária, educação do campo ou comunidades rurais, o que, segundo críticos, favorece candidatos com alinhamento ao movimento social em questão.