Veja quais produtos brasileiros podem encarecer para os americanos com tarifa de Trump
O governo dos Estados Unidos passou a aplicar, desde 6 de agosto, uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A ordem executiva foi assinada na semana passada, na quarta-feira (30), pelo presidente Donald Trump, após semanas de especulação sobre os termos do tarifaço.
Apesar da exclusão de quase 700 itens, setores importantes para a economia brasileira, como o de alimentos e matérias-primas industriais, permanecem na lista de mais de 3,8 mil produtos que ainda sofrerão a sobretaxa.
Produtos brasileiros podem pressionar inflação nos EUA com nova tarifa
A nova tarifa tende a encarecer itens brasileiros para o consumidor americano, com efeitos variáveis. Produtos com oferta limitada nos EUA, como café, manga, goiaba e açúcar orgânico, podem sofrer repasse direto de preços. Nos casos em que os americanos não encontrarem fornecedores alternativos ou aumentarem sua produção local, o custo pode subir nos supermercados.
Estudos da Universidade de Yale e de entidades do setor preveem impactos inflacionários de curto prazo. Segundo o The Budget Lab, a elevação dos preços pode gerar um custo adicional de até US$ 2.400 por domicílio americano em 2025.
A lista de produtos afetados inclui alimentos e bens de consumo comuns:
- Café: principal item brasileiro exportado para os EUA, representa cerca de um terço do mercado americano. A Colômbia, segunda fornecedora, dificilmente conseguiria suprir a demanda com tarifa menor.
- Manga e goiaba: exportações já foram canceladas após o anúncio. O Brasil é um dos quatro principais fornecedores.
- Carne bovina: embora os EUA também produzam, o Brasil é líder em exportações. A redução na oferta pode pressionar os preços.
- Açúcar orgânico: essencial para produtos com certificação orgânica. O Brasil é responsável por quase metade das importações.
- Chocolate: o cacau brasileiro, especialmente na forma de manteiga de cacau, abastece parte da indústria americana.
- Carros: aço e nióbio brasileiros são fundamentais para montadoras. O custo de produção pode subir com a nova tarifa.