Veja o número mais seguro para a pressão arterial depois dos 70 anos
Ao ultrapassar os 70 anos, manter a pressão arterial sob controle deixa de ser apenas uma recomendação médica e passa a ser um fator decisivo para a longevidade. O envelhecimento altera o funcionamento do organismo, exigindo cuidado especial com os números que aparecem no medidor de pressão.
A elevação dos níveis pressóricos é comum nessa fase da vida, mas não deve ser encarada como regra. Estilo de vida, alimentação e atividade física continuam a exercer forte influência sobre a saúde cardiovascular. A prevenção de doenças graves, como infarto e AVC (acidente vascular cerebral), passa por escolhas simples, como reduzir o consumo de sal e caminhar regularmente.
Qual é a pressão ideal para idosos saudáveis?
O valor considerado ideal varia conforme o histórico clínico. Em idosos sem doenças associadas, a recomendação geral é manter a pressão sistólica abaixo de 140 mmHg e a diastólica entre 70 e 80 mmHg. Esse intervalo ajuda a reduzir o risco de complicações, sem causar sintomas como tontura e queda, comuns em casos de pressão muito baixa.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, para indivíduos com bom estado geral de saúde, valores próximos a 120/80 mmHg são desejáveis, embora mais difíceis de manter com o passar dos anos. Em grupos populacionais que seguem dietas equilibradas e têm rotina ativa, os níveis tendem a se manter estáveis mesmo na terceira idade.
O organismo envelhece, mas não precisa adoecer. Em regiões onde o consumo de sódio é menor e a rotina inclui atividades físicas leves, como jardinagem ou caminhada, a pressão arterial costuma permanecer controlada, mesmo após os 70.
O que faz subir com o passar do tempo?
A rigidez natural das artérias, comum na velhice, é uma das principais causas da elevação da pressão. Mas outros fatores também pesam: excesso de peso, estresse prolongado, sedentarismo e doenças como diabetes e insuficiência renal são agravantes importantes.
Dietas ricas em fibras, frutas e vegetais, associadas a uma rotina ativa, ajudam a frear esse processo. A avaliação médica regular é indispensável para adaptar o tratamento às condições de cada pessoa. A meta não é apenas controlar números, mas preservar a autonomia e o bem-estar na terceira idade.