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Trump ameaça retirar tropas de Itália e Espanha: "Não têm ajudado em nada"

Entenda como a tensão no Oriente Médio está redesenhando as alianças militares da Otan e quais países podem perder a proteção dos EUA

30 abr 2026 - 18h39
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abalou as relações diplomáticas com a Europa nesta quinta-feira (30) ao declarar que pode retirar tropas americanas da Espanha e da Itália. A medida drástica surge como uma retaliação direta à postura adotada por esses governos em relação à guerra contra o Irã. Durante uma coletiva de imprensa, o mandatário foi questionado se a redução de contingente, já anunciada para a Alemanha na quarta-feira (29), se estenderia a outros aliados como Espanha e Itália. A resposta foi afirmativa e carregada de críticas severas à falta de apoio logístico e militar dos parceiros europeus na ofensiva no Oriente Médio.

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Andrew Harnik/Getty Images / Perfil Brasil

De acordo com informações do g1, o presidente não poupou palavras para descrever sua insatisfação com Espanha e Itália. "Provavelmente vou fazer isso. A Itália não tem ajudado em nada e a Espanha tem sido horrível, absolutamente horrível", afirmou Trump. A crise escalou após o governo espanhol fechar seu espaço aéreo para aeronaves dos EUA e a Itália negar o uso de uma base estratégica na Sicília para operações de combate. Essas restrições dificultam a logística americana na região, gerando um clima de instabilidade dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A Alemanha também está no centro do embate, embora por motivos diferentes. Na quarta-feira, Trump usou uma rede social para informar que o país estuda reduzir o número de tropas em solo alemão em breve. A mudança de tom ocorreu após o chanceler Friedrich Merz declarar que os Estados Unidos estavam sendo "humilhados" no conflito iraniano. O comentário foi recebido como uma afronta pela Casa Branca, mesmo que a Alemanha tenha autorizado o uso de suas bases para ataques. O jornal The Wall Street Journal revelou que o plano de Trump envolve punir os "rebeldes" e transferir os soldados para nações que apoiaram a ofensiva, como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia.

Essa movimentação geopolítica sinaliza uma possível reestruturação da presença militar americana no continente europeu. O plano inclui a possibilidade real de fechar bases históricas, possivelmente na própria Espanha ou Alemanha. O presidente reforçou que os Estados Unidos estão revisando o papel de cada aliado e que decisões definitivas serão tomadas em curto prazo. Para os analistas internacionais, essa estratégia de Trump foca em recompensar a lealdade e isolar governos que adotam posturas restritivas em momentos de conflito. Enquanto a Polônia e os países bálticos podem ver um reforço em sua segurança, Itália e Espanha enfrentam o risco de um vácuo militar sem precedentes em seus territórios.

Perfil Brasil
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