Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Trump afirma que Irã concordou em abrir mão de armas nucleares e prevê encontro com líder supremo

Declarações do presidente americano trazem novo fôlego para as negociações de paz no Oriente Médio após meses de conflito intenso

3 jun 2026 - 14h06
Compartilhar
Exibir comentários

O cenário geopolítico no Oriente Médio pode estar prestes a passar por uma reviravolta significativa. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que o governo do Irã aceitou abrir mão do desenvolvimento de armamentos atômicos. A declaração foi feita durante uma entrevista recente ao podcast Pod Force One, em um momento em que a região enfrenta uma grave escalada de violência e analistas apontavam para uma paralisia nos canais diplomáticos. "Eles já concordaram que não vão ter armas nucleares", afirmou o presidente americano, sem entrar em detalhes.

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Roberto Schmidt/Getty Images / Perfil Brasil

O controle do programa nuclear daquela nação sempre figurou como o ponto de maior discórdia entre Washington e Teerã. Historicamente, o regime persa oferecia forte resistência a qualquer tipo de concessão nessa área específica. Apesar do histórico complexo, o mandatário dos Estados Unidos demonstrou bastante otimismo em relação ao andamento dos diálogos bilaterais, que já se estendem por quatro meses de hostilidades ativas. "A situação está evoluindo rapidamente. Vai ser muito bom", pontuou.

Donald Trump demonstra otimismo sobre acordo nuclear com Teerã

O chefe de Estado americano também mencionou ter recebido informações sobre o estado de saúde do líder supremo iraniano. Segundo o republicano, apesar de enfrentar problemas físicos, o líder da nação persa mantém participação ativa nas decisões estratégicas e tem chancelado o avanço das tratativas com a Casa Branca.

O atual comandante da teocracia assumiu o posto após o falecimento de seu pai, Ali Khamenei, ocorrido em 28 de fevereiro, durante a primeira grande ofensiva militar aérea promovida de forma conjunta por forças americanas e israelenses, evento que acabou deflagrando o início das hostilidades abertas. Reportagens publicadas pela imprensa dos Estados Unidos indicam que o herdeiro político também acabou ferido naquela mesma operação militar e continua recebendo assistência médica intensiva para se recuperar totalmente das lesões sofridas. "Eu gostaria de encontrá-lo. Provavelmente nos encontraremos em algum momento, dependendo de como tudo se desenrolar", afirmou Trump.

Encontro de cúpula depende da evolução das conversas bilaterais

Internamente, a gestão do partido republicano lida com uma cobrança severa da opinião pública e de setores econômicos para finalizar a campanha militar, principalmente devido ao impacto direto do conflito no encarecimento dos combustíveis e da gasolina no mercado doméstico. Mesmo com as pressões políticas, o presidente classificou as ações bélicas em solo iraniano como um verdadeiro sucesso estratégico para o seu país.

"Vamos ver o que acontece. Estamos trabalhando em um acordo, e, se isso der certo, ótimo. Se não der certo, tudo bem também. Faremos isso de outra maneira", acrescentou, sem dar detalhes do que isso significaria, embora já tenha afirmado anteriormente que os Estados Unidos retomariam os ataques.

Até o momento, os canais oficiais do governo de Teerã preferiram o silêncio e não emitiram nenhuma nota formal sobre as afirmações feitas pelo líder norte-americano. No entanto, conselheiros ligados à alta cúpula militar iraniana adotaram uma postura consideravelmente mais dura e assertiva nas redes sociais de microblogs. A liderança militar alertou publicamente que as forças armadas do país responderiam imediatamente a qualquer nova provocação ou quebra de soberania utilizando um arsenal composto por mísseis balísticos e drones de ataque.

Tensões regionais persistem na região do Golfo Pérsico

Durante a mesma gravação do programa de áudio, o presidente dos Estados Unidos manifestou publicamente certa insatisfação com a postura adotada por Israel, que continuou realizando incursões e bombardeios em território libanês, mesmo com um mecanismo de cessar-fogo teoricamente em vigor na região. O governante confirmou que cobrou o primeiro-ministro do país aliado de forma bastante enfática e direta.

"Eu não diria que estava com raiva. Eu estava um pouco incomodado com o fato de ele estar constantemente lutando com o Líbano, sabe?", contou, acrescentando que os dois têm um relacionamento muito bom.

A situação tática na região do Golfo Pérsico permanece extremamente volátil e perigosa para a estabilidade global. Uma ação militar recente atribuída a grupos apoiados pelo Irã atingiu estruturas civis localizadas no Kuwait, país que atua como um importante aliado estratégico de Washington na porção oriental. O episódio trágico resultou na morte de uma pessoa confirmada pelas autoridades locais. Como forma de retaliação imediata, unidades navais e aéreas americanas conduziram bombardeios contra posições estratégicas na ilha de Qeshm.

Apesar dos incidentes violentos, o comando da diplomacia dos Estados Unidos apressou-se em desmentir os boatos de que os canais de conversação com os iranianos estivessem totalmente paralisados. O posicionamento oficial ocorreu em um depoimento formal perante membros do Senado americano, contrapondo relatórios de agências de notícias do Oriente Médio que indicavam uma suspensão temporária dos contatos indiretos devido às ações promovidas pelas forças de Tel Aviv no Líbano.

Perfil Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra