Chope, samba e risadas: advogado com câncer terminal surpreende ao fazer velório em vida
Tiago teve a ideia após o velório do pai, no qual pessoas contaram histórias, mas o homenageado não pôde ouvir
O advogado Tiago Martins Pitthan, de 49 anos, chamou a atenção dos internautas ao promover, na tarde de sábado, 30, o próprio velório em vida, em Campo Grande (MS).
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O profissional foi diagnosticado com um adenocarcinoma gástrico com metástases no peritônio e nos pulmões e, segundo a equipe médica que o acompanha, não há possibilidade de cura. Desde então, ele vem se submetendo a um tratamento paliativo com o objetivo de melhorar sua qualidade de vida.
"A ideia do velório em vida veio por conta do meu pai. Ele morreu em agosto do ano passado e o velório dele foi bonito: bandeira do Botafogo, foto sorrindo, Caetano Veloso na caixa de som, amigos contando histórias. Eu saí de lá pensando: 'Quanta gente boa, quanto carinho, quanta história. Pena que o homenageado não pôde ver'", relatou em um texto compartilhado em seu perfil no Instagram.
"Naquele dia decidi que não vou faltar no meu. Hoje a casa está cheia. Tem samba, rock, chope, food truck, amigos, família, conhecidos e desconhecidos. E eu presente, contando e ouvindo histórias sobre mim."
Em vídeos compartilhados nas redes sociais, o advogado aparece discursando, arrancando gargalhadas dos convidados, dançando e aproveitando o evento da maneira que idealizou. Ao longo da celebração, porém, ele também fez reflexões sobre a forma como as pessoas lidam com a morte.
"Reparei que as pessoas evitam três palavras quando estão perto de mim: câncer, morte e velório. Por isso eu faço questão de dar nome às coisas. Eu estou com câncer, não com 'essa doença'. Eu vou morrer. Não vou 'descansar', 'partir' ou 'perder a batalha'. E hoje, exatamente hoje, eu estou fazendo o meu velório em vida."
Mesmo com um quadro clínico considerado terminal, Tiago segue realizando procedimentos para tentar conter o avanço da doença. "Faço tratamento paliativo, o que inclui quimioterapia e imunoterapia. Os médicos não estimam quanto tempo me resta, e eu também parei de perguntar."
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