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WhatsApp não deve mudar limites de destinatários em mensagem

Grupos pediram ao WhatsApp que reduza o limite de compartilhamentos no país, de 20 para 5 pessoas, como ocorre na Índia.

23 out 2018
18h16
atualizado às 18h53
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O WhatsApp, serviço de mensagens do Facebook, não planeja mudar no Brasil o número de pessoas que podem receber mensagens encaminhadas, disse um executivo nesta terça-feira, resistindo a pedidos do líder nas pesquisas à Presidência para permitir um encaminhamento mais fácil de mensagens virais.

14/09/ 2017. REUTERS/Dado Ruvic
14/09/ 2017. REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Dado Ruvic / Reuters

Jair Bolsonaro, o parlamentar que deverá conquistar o cargo no Planalto no domingo, prometeu na semana passada que "brigará" para permitir que usuários encaminhem mensagens de texto, áudio e vídeo para centenas de contatos em uma plataforma que se tornou um crucial campo de batalha político.

Com poucos recursos tradicionais de campanha e quase nenhum tempo de propaganda televisiva, Bolsonaro assumiu a dianteira da disputa à Presidência com uma presença ostensiva nas redes sociais e voluntários organizados por WhatsApp e outras plataformas online.

Ele nega acusações do adversário petista, Fernando Haddad, de que pediu a apoiadores para financiar grandes campanhas secretas de mensagens via WhatsApp, o que configuraria violação de lei eleitoral.

Grupos preocupados com uma explosão de boatos e textos e vídeos falsos na plataforma criptografada pediram ao WhatsApp que reduza o limite de compartilhamentos no país, de 20 para 5 pessoas, como ocorre na Índia.

"Estamos bastante confortáveis com o número 20", disse Victoria Grand, vice-presidente de política e comunicações do WhatsApp, a jornalistas em São Paulo nesta terça-feira. Ela chamou a política de "experimento" que "pode mudar com o tempo".

A apenas cinco dias do segundo turno, ela disse que não há como o WhatsApp mudar esse limite antes que brasileiros escolham seu próximo presidente. Ela ressaltou esforços para excluir contas engajadas em atividades de spam, além de uma campanha de marketing que incentiva usuários a serem céticos sobre rumores.

Checadores de fatos independentes e especialistas em redes sociais dizem que isso não foi suficiente para impedir uma enchente de notícias falsas e teorias conspiratórias que distorcem o debate político.

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