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PicPay lança chat de conversa para usuários no app

De olho na aura de rede social, empresa quer que seus clientes usem o chat para conversar sobre transações, depósitos e pagamentos

31 mar 2021
18h38
atualizado às 19h34
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A aura de rede social financeira foi um pilar da construção do PicPay. Agora, a empresa quer ir ainda mais fundo na ideia. A companhia revelou com exclusividade ao Estadão que está lançando um chat de conversas no app para que os usuários possam interagir quando precisarem utilizar algum serviço bancário.

O 'direct message', como está sendo chamado, quer funcionar como uma espécie de WhatsApp dentro do app PicPay. Para Luiz Fernando Diniz, diretor de social do PicPay, a ferramenta quer ocupar um espaço que era preenchido por outros aplicativos entre a hora de combinar um pagamento e a hora de fazer a transação bancária.

"Hoje, o PicPay é uma plataforma muito difundida pelo usuário no momento do pagamento, só que toda vez que essas pessoas querem combinar um evento, elas usam outras ferramentas de comunicação. Estamos trazendo ferramentas para que essa jornada inteira possa ser feita no PicPay", afirma Diniz.

Nessa ideia, a empresa tem trabalhado para que o cliente não precise — e não queira — sair do aplicativo para falar com parentes e amigos. Mas, segundo Diniz, o objetivo é que nem toda conversa seja sustentada apenas pelo lado financeiro do assunto.

De acordo com Diniz, a função da conversa é, inclusive, dar um sabor de rede social ao aplicativo, onde os usuários poderão conversar entre si sobre assuntos variados. Mirando nisso, a empresa já confirmou que recursos como mensagem de voz, ligação por áudio e vídeo estarão disponíveis em breve. "Um usuário que possui amigos e que interage dentro do app chega a ter 2,4 vezes o potencial de retenção de um usuário que não utiliza a rede social".

No momento, 20 milhões usuários da plataforma já possuem acesso ao recurso, que se encontra na parte superior da tela inicial do aplicativo. A meta da empresa é que até a próxima sexta-feira, 2 de abril, todos os 50 milhões usuários possam encontrar a ferramenta no celular.

O chat também poderá ser usado por empresas, para que elas possam direcionar, além do pagamento, ofertas e produtos para os usuários. "O PicPay não está tomando medidas para se tornar uma ferramenta social, nós nascemos social. A nossa primeira grande funcionalidade foi pagamento entre pessoas, não foi como carteira. Agora, mais do que nunca, nós colocamos os pés, de forma definitiva, para facilitar o dia a dia do usuário", afirma Diniz.

Segurança

O PicPay afirmou que as conversas do chat tem, em um primeiro momento, criptografia apenas no servidor que suporta a função. Para o segundo semestre de 2021, a tecnologia de criptografia de ponta a ponta deve ser implementada, em integração com as mensagens de voz e chamadas de voz e vídeo. Até lá, isso significa que o app estará um degrau abaixo em relação ao WhatsApp e ao Signal no quesito proteção de privacidade. Especialistas em segurança apontam que criptografia apenas no servidor deixa as mensagens suscetíveis a interceptações.

Os dados dos clientes chamados "não tradicionais" — que consistem em informações sobre comportamento de compras e pagamentos — vão continuar sendo utilizados. Isso significa, que o PicPay compila informações financeiras que vão além de informações como score de crédito realizado por birôs financeiros. Segundo a empresa, esses dados são voltados para oferecer, por meio de inteligência artificial, promoções e opções de compra alinhados com o interesse do cliente. É algo utilizado por Facebook e Instagram — e que pode ser considerado invasivo por alguns usuários.

"Além de uma plataforma de chat, nós somos uma instituição de pagamentos, todas as nossas tarefas do dia a dia levam em consideração a privacidade. Não fazemos uso do conteúdo escrito e conversacional dos usuários, o que a gente faz é o uso da relação das redes, usar a inteligência de dados para dar atalhos ao usuário", explica Diniz.

*É estagiária sob supervisão do editor Bruno Romani

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Estadão
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