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Depois de bombar na China, Live Commerce cresce no Brasil

Formato que alavanca vendas em tempo real já foi experimentado por grandes varejistas brasileiros.

30 mar 2022 - 03h00
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Foto: Adobe Stock

O live commerce foi responsável por 37,4% das vendas realizadas pelo comércio eletrônico na China em 2021, segundo a consultoria global eMarketer, arrecadando um total de US$ 131 bilhões. A estratégia de vendas, que começa a ganhar relevância no Brasil, consiste em realizar transmissões ao vivo a partir de lojas, com apresentadores e influenciadores, para engajar e interagir com o público e direcioná-lo para o e-commerce, alavancando vendas.

“Literalmente traduzido para comércio ao vivo, o live commerce é a oportunidade que uma empresa tem de promover seus serviços ou produtos em tempo real e oferecer vantagens e promoções exclusivas, que incentivem o cliente a comprar naquele momento, tudo isso a partir de estratégias de engajamento, já que o público interage com o apresentador, assiste a demonstrações de uso dos produtos e pode tirar dúvidas ao vivo, sem ter que esperar dias por um retorno, o que acaba também humanizando o relacionamento”, explica Eric Vieira, head de e-commerce do Grupo FCamara, consultoria de soluções tecnológicas e transformação digital.

Recursos enriquecem a jornada de compra

Para alcançar os resultados pretendidos, o live commerce deve facilitar a jornada do consumidor e tornar sua experiência mais interessante. A interação com influenciadores ou vendedores profissionais que façam a figura de apresentadores se insere nisso, pois eles tornam o contato do público com a marca mais humanizado e dinâmico, o que ajuda a reter a audiência e otimiza as chances de conversão.

Funciona como um vídeo review de produtos no YouTube, em que o influencer demonstra o seu uso e disponibiliza um link para a compra na descrição do vídeo. A diferença é que, no live commerce, o vídeo é transmitido do próprio site, app ou rede social do e-commerce, ao vivo e, no melhor cenário, com um checkout otimizado”, comenta Vieira.

Ao falar do checkout, o executivo se refere à efetivação da venda em si, o ato final, em que o cliente confirma a compra e efetua o pagamento. O ideal é que ele consiga fazer isso dentro do próprio live commerce. 

“Apesar de ainda não haver um padrão entre as empresas que estão iniciando esse formato de vendas no país, o ideal é que o cliente consiga iniciar e finalizar a compra em poucos passos e sem sair do vídeo”, recomenda.

Ele acrescenta que outro cuidado importante é a frequência de transmissão. “É importante ter uma frequência adequada com conteúdo novo diariamente se possível e também utilizar o live commerce de maneira estratégica, como no lançamento de um produto ou para uma promoção de queima de estoque, por exemplo”.

Varejo brasileiro já experimenta o formato

No Brasil, algumas marcas já experimentaram o live commerce, como é o caso da Claro, C&A e Época Cosméticos, além do Mercado Livre, que já possui um campo para lives em seu aplicativo. Outros varejistas também vêm realizando testes para adotar o formato, como a Americanas. 

A expectativa para adoção do live commerce no Brasil é alta. Mesmo ainda não tendo viralizado, tem tudo para dar certo, já que somos um país com muitos jovens, em que a tecnologia e o varejo vivem em constante crescimento, inovação e notoriedade”, aposta o especialista.

Segundo Vieira, os novos hábitos de consumo dos brasileiros, estimulados pela pandemia, também favorecem essa realidade. Em 2021, o faturamento do e-commerce no Brasil cresceu 48,41% na comparação com 2020, segundo o índice MCC-ENET, e mesmo com o fim das restrições sanitárias ao varejo presencial, o gosto pelas compras online deve se manter. 

“Diante disso, acaba sendo natural que o mercado abra novas oportunidades e formatos de venda dentro do e-commerce, para tornar a experiência do consumidor cada vez mais dinâmica e única. O papel do varejo é fazer bom uso das novas possibilidades e planejar suas ações para que sejam aderentes aos interesses e necessidades do seu público”, finaliza.

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