Suzane diz sentir 'culpa' pelo sofrimento que causou ao irmão após matar os pais: “Consequência mais devastadora”
Segundo informações do jornal O Globo, ela falará sobre o caso em documentário de quase duas horas que será lançado pela Netflix
Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, é a peça central de um novo documentário de quase duas horas sobre o caso que repercutiu no Brasil todo há mais de duas décadas, em 2002. No conteúdo ela também irá falar sobre a culpa que sente por ter causado sofrimento ao seu seu irmão, Andreas, que tinha 14 anos na época do duplo homicídio. As informações são do jornal O Globo, que teve acesso a detalhes da obra.
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“Ele gritava e chorava. Não era para ter sido assim. E eu tenho culpa porque causei todo esse sofrimento nele", diz Suzane, conforme adiantado pelo jornal.
Segundo ela, os gritos do irmão ecoam até hoje em sua cabeça. Esse sofrimento que causou ao irmão foi a consequência mais devastadora de tudo o que aconteceu, aponta.
Suzane via o irmão como “um refúgio dentro de casa”, e conta que os dois eram muito próximos. Ela diz que sempre o protegeu e que considera ser uma grande contradição irreversível ter sido ela justamente quem ‘destruiu a vida’ de seu irmão.
Ela já chegou a pedir perdão para o irmão, mas a relação entre os dois nunca foi restabelecida. Em 2016, por exemplo, ele chegou a ser internado em uma clínica psiquiátrica por 20 dias após passar por um surto emocional em meio à possibilidade de rever a irmã, que tentava uma reaproximação. Além disso, os dois também protagonizaram disputas familiares e patrimoniais nos últimos anos.
Mais sobre o documentário
De acordo com o jornal O Globo, o material foi disponibilizado recentemente em uma pré-estreia restrita pela Netflix e ainda não tem data para ser lançado oficialmente. Apontada como a mandante do duplo homicídio, Suzane conta a sua própria versão dos fatos, em uma entrevista, ao que parece, cheia de sorrisos.
Na obra que leva o título provisório de Suzane vai falar, é mostrada também como começou a relação de Suzane com o marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem ela teve um filho recentemente. O namoro dos dois começou após quando ele mandou uma mensagem no Instagram dela para encomendar para as três filhas, de outro relacionamento, sandálias que Suzane customizava.
O documentário também mostra momentos atuais da mandante do crime contra Manfred e Marísia. As filhas do médico também aparecem em cenas domésticas, enquanto decoram a casa para o Natal. O filho pequeno de Suzane também é exibido.
É no final que Suzane tenta estabelecer que aquela jovem do passado não existe mais, numa tentativa de romper com a própria imagem associada ao crime. “A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais”, refletiu, embora reconheça que não consegue se desvincular da própria história. “Você entra num lugar e parece que o ar para. Todo mundo olha. ‘Olha, a Suzane’”.
Por fim, ao falar sobre redenção, ela cita o filho como uma prova de que o passado ficou distante. “Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou”.
